Centro de Diagnóstico e Terapias: Alzheimer e Outras Patologias

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O que é a Demência Fronto-Temporal

A variante comportamental da degenerescência lobar fronto-temporal – mais conhecida por demência fronto-temporal – representa um quadro de deterioração das funções nervosas superiores em que os sintomas mais marcantes, pelo menos numa fase inicial, estão relacionados com alterações do comportamento e da personalidade (ex: apatia, desinibição, resposta emocional disfuncional, dificuldade em colocar-se na perspectiva do outro).

As pessoas com demência fronto-temporal podem ter comportamentos impulsivos de roubo, de condução imprudente ou de agressividade física. Podem também ignorar as regras sociais, fazendo comentários inapropriados ou tornando-se “frios” e egoístas. Muitas vezes estas alterações comportamentais coexistem com um funcionamento cognitivo perfeitamente intacto.

Os familiares e conhecidos da pessoa com demência têm muita dificuldade em gerir estas alterações pois elas representam, de certa forma, a dissolução da identidade da pessoa. Muitas das vezes os familiares deixam de reconhecer a pessoa que têm à frente. Aliás, sabe-se que os cuidadores de pessoas com qualquer tipo de demência têm mais dificuldade em lidar com as alterações comportamentais do que com as alterações cognitivas.

Esta doença é causada por agregados anormais de proteínas no interior das células cerebrais. A literatura sugere que a degenerescência neste caso tem início nas estruturas frontais e temporais do cérebro, estruturas estas que têm sido implicadas no funcionamento social e que fazem parte de uma rede que parece estar envolvida na descodificação de estímulos emocionais, entre outros aspectos.

À medida que a doença progride, a deterioração neuronal ocorre em áreas mais difusas, afectando também outras funções cognitivas.

Apesar das alterações comportamentais e da personalidade serem difíceis de gerir, existem algumas estratégias que podem ser utilizadas para prevenir ou minimizar o impacto das mesmas. Por esta razão e outras (nomeadamente o ajuste da medicação) é importante manter um acompanhamento médico adequado.

Revisão Clínica: Margarida Rebolo