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Demência – Como lidar com a diminuição/perda de mobilidade?

Como já abordámos anteriormente, apesar da demência ser uma patologia predominantemente cognitiva, está também associada a dificuldades motoras. Estas são muitas vezes desvalorizadas, por pensar-se que estão unicamente relacionadas com o avançar da idade.

Uma das dificuldades motoras presentes na demência é precisamente a diminuição da mobilidade geral, que se caracteriza pela lentificação do movimento (bradicinesia). Este facto contribui para uma diminuição da funcionalidade, surgimento de sedentarismo e diminuição da independência nas actividades do dia-a-dia, o que leva a um aumento da sobrecarga nos cuidados prestados.

É por isso fundamental conhecer algumas dicas que possam auxiliar a lidar e retardar este problema:

  • Procure manter a pessoa activa no seu dia-a-dia: promovendo a manutenção das suas rotinas e/ou a realização das actividades que mais gosta, podendo estas serem adaptadas à medida que a demência progride;
  • Privilegie a colaboração da pessoa nas actividades de vida diária: poderá orientar/preparar a tarefa e auxiliar a pessoa caso seja necessário, mas privilegiando sempre a sua colaboração e independência;
  • Realize exercício físico regular: é fundamental para promover as funções motoras na sua globalidade. Por exemplo, poderá todos os dias fazer uma caminhada de pelo menos 20 minutos numa zona onde a pessoa goste de passear ou mesmo no corredor da sua casa;
  • Seja um participante ativo e faça atividades em conjunto com a pessoa: é um dos principais factores de adesão e motivação para a pessoa, sentir que o seu cuidador/familiar participa nas suas actividades;
  • Evite que a pessoa passe a maior parte do seu dia sentada/deitada: o sedentarismo é um problema que potencia o agravamento das funções motoras e consequentemente a perda de mobilidade;
  • Aconselhe-se com os profissionais da área: poderá ser necessário a pessoa adoptar um auxiliar de marcha, como auxílio para manter a sua mobilidade ou mesmo realizar uma intervenção mais específica. A fisioterapia é a principal área responsável por intervir nestas alterações, sendo o seu principal objetivo manter a máxima funcionalidade e independência, de forma a facilitar as atividades de vida diária, durante o maior tempo possível e lidar com as alterações motoras que possam surgir da demência e do avançar da idade.Tem também um papel fundamental no ensino aos cuidadores e familiares de dicas a adoptar em casa para a promoção do exercício físico e na prevenção e redução do risco de quedas.

A diminuição da mobilidade é inevitável nas pessoas com demência, no entanto existem estratégias e intervenções terapêuticas que visam retardar o aparecimento desse problema e potenciar a funcionalidade, independência e o bem-estar.

Revisão Clínica: Mariana Mateus

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Dicas para auxiliar a pessoa com demência em casa

Com o avançar da progressão da doença, poderá surgir a necessidade de auxiliar a pessoa a orientar-se na sua própria casa. Isto acontece porque a pessoa com demência poderá perder a capacidade de se lembrar de onde ficam as divisões ou percepcionar onde se encontra.

Por questões de segurança, mas também para possibilitar a manutenção da independência e da funcionalidade por um maior período de tempo possível é importante conhecer algumas dicas que facilitam a mobilidade.

Esteja atento e acompanhe a pessoa: poderá ser necessário auxiliar a pessoa, no sentido de a encaminhar para a divisão que deseja. Lembre-se de utilizar comandos verbais simples e directos para facilitar a sua compreensão;

Promova uma boa iluminação dos espaços: o avançar da idade pode causar problemas visuais, sendo por isso importante manter uma boa iluminação em toda a casa e durante a noite poderá colocar luzes de presença a sinalizar o caminho ou deixar a luz acesa;

Sinalize as principais divisões: poderá sinalizar com uma fita de cor ou uma imagem alusiva à divisão, de forma a auxiliar na perceção da pessoa;

Mantenha o acesso livre e seguro às principais divisões: no caso de a casa ter várias divisões poderá optar por deixar a porta aberta apenas das principais (ex: casa de banho, cozinha, quarto e sala), de modo a não confundir a pessoa e garantir a sua segurança;

Promova a sua segurança e conforto: poderá ser necessário adaptar a residência, de modo a facilitar a e prevenir quedas. Relembre aqui algumas adaptações que pode fazer no domicílio.

Todas estas estratégias pretendem auxiliar a orientação da pessoa em casa, no entanto, será importante previamente discuti-las com os profissionais de saúde da área, de modo a que sejam adaptadas à pessoa, à sua funcionalidade, às suas dificuldades e ao contexto.

Revisão clínica: Mariana Mateus

 

 

 

 

 

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