Centro de Diagnóstico e Terapias: Alzheimer e Outras Patologias

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A Terapia da Fala na reabilitação após AVC

A Terapia da Fala é uma das áreas que intervém na reabilitação de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Dependendo do tipo e localização da lesão, podem surgir diferentes complicações, tanto a nível da linguagem (afasia), dos défices motores ao nível da fala (disartria) e/ou da deglutição ‘’ato de engolir’’ (disfagia).

O principal objectivo da Terapia da Fala é maximizar a comunicação, amenizando as capacidades perdidas para que seja recuperada alguma autonomia e exista um aumento da funcionalidade nas rotinas diárias. Existe também um enfoque, quando necessário, na promoção da capacidade de deglutição.

Caso se evidenciem alguns destes sinais, deve ser iniciado um processo de avaliação, onde deverão ser identificadas as dificuldades, ao nível da comunicação global, da linguagem, da mobilidade nos músculos envolvidos na fala e da deglutição.

Após a avaliação, e caso seja necessária intervenção, esta deve ser individualizada, sendo elaborado um plano de intervenção, adaptado a cada pessoa e às suas necessidades, com base nas diferentes dificuldades e capacidades identificadas durante o processo de avaliação, e tendo em conta os objectivos e as expectativas da pessoa e do terapeuta. É também delineada a frequência e a duração das sessões. Durante todo o processo de intervenção deve existir uma monitorização do plano e reavaliação da pessoa, garantindo-se um acompanhamento centrado na pessoa e nas capacidades que forem sendo adquiridas.

O apoio à família/cuidadores, como intervenção indirecta, é primordial nestes casos, focando-se no ensino de técnicas e estratégias facilitadoras da comunicação, nos casos de afasias ou disartrias. E, no caso de disfagias, no ensino e em eventuais alterações na consistência dos alimentos, e no treino de diferentes técnicas e manobras facilitadores da deglutição, de forma a potenciar a qualidade de vida da pessoa.

Artigo por: Jéssica Brás – Terapeuta da Fala no NeuroSer

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Sessões Práticas e Informativas: Dificuldades de Comunicação

Destinatários:

Cuidadores ou familiares de pessoas com demência que manifestem Alterações de Comunicação, ou qualquer cuidador ou familiar que tenha interesse em aprofundar o seu conhecimento acerca desta temática.

Objectivos da Sessão:

  1. Conhecer os motivos que levam à existência de Alterações de Comunicação na Demência;
  2. Discutir, de forma prática, alguns exemplos de dificuldades de Comunicação;
  3. Conhecer diversas estratégias que podem ajudar na interacção comunicativa;
  4. Implementar algumas técnicas e estratégias a exemplos práticos;
  5. Permitir a partilha e discussão de situações individuais.

Data da Sessão:

A sessão ocorrerá no dia 15 de Fevereiro de 2016 entre as 17h30 e as 18h30.

Local da Sessão:

A sessão será nas instalações do NeuroSer (Rua Prof. Delfim Santos, nº 9 C, 1600-610 Lisboa).

Custo da Sessão:

A sessão tem um custo de €10, sendo necessária inscrição prévia através do e-mail info@neuroser.pt ou ligando para 21 750 60 10.

Orador:

Inês Tello Rodrigues (Terapeuta da Fala)

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Sabe o que é a Disartria?

Artist- Suvarna Sohoni

 

O que é a Disartria?

É uma alteração da articulação da fala provocada por uma lesão neurológica.

O tipo e a gravidade da Disartria dependem do tipo, da extensão e da localização da lesão e, por esse motivo, uma pessoa com Disartria pode apresentar diversas dificuldades, tais como:

  • “Arrastar” as palavras ao falar
  • Falar muito baixo ou ser apenas capaz de sussurrar
  • Falar com muita lentidão
  • Falar muito rapidamente e “entre dentes”
  • Alterações da entoação das palavras
  • Alterações na ressonância (por exemplo “fala nasalada”)
  • Dificuldades na mobilidade da língua, lábios e mandíbula

 

Quais são as causas da Disartria?

Existem diversas causas como os Acidentes Vasculares Cerebrais, os Traumatismos Crânio-Encefálicos (TCE), algumas doenças neurológicas como a Doença de Parkinson ou a Doença de Huntington, ou algumas doenças neuromusculares progressivas, como a Miastenia Gravis (MG) ou a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

 

Existem diversos tipos de Disartria:

  • Flácida (frequente após AVC unilateral)
  • Espástica (mais comum após Traumatismo Crânio-Encefálico)
  • Atáxica (muito associada a lesões no cerebelo)
  • Hipocinética (muito associada à doença de Parkinson)
  • Hipercinética (muito associada à doença de Huntington)
  • Neurónio motor superior unilateral
  • Mista (geralmente espástica + flácida, mas podem existir outras combinações)

 

O que pode ser feito para minimizar as dificuldades de uma pessoa com Disartria?

  • Reduzir os ruídos de fundo durante a conversação (TV, rádio..);
  • Assegurar que as próteses dentárias (quando existem) estão adequadas e devidamente fixas;
  • Falar de frente para a pessoa;
  • Proporcionar tempo para as respostas;
  • Encorajar o uso de outras modalidades comunicativas (gesto, escrita..) para além da fala;
  • Apontar permanentemente os erros ou pedir correcções constantes não é útil.
  • Pelo facto da capacidade para compreender e usar a linguagem não estar afectada (como no caso das pessoas com afasia), a maioria das pessoas com Disartria pode ler e escrever normalmente. Por esse motivo, o uso da escrita, pode ser um recurso valioso.
  • Em casos mais graves, e em que existam também limitações motoras, pode ser utilizada uma tabela com alfabeto como indicador da(s) primeira(s) letra(s) da palavra a produzir.
  • Continuar a conversação mesmo que algumas palavras não sejam perceptíveis. A transmissão da mensagem é o mais importante! 

 

A avaliação e intervenção do Terapeuta da Fala pode ajudar a melhorar ou minimizar as alterações da comunicação provocadas pela Disartria.

 

Revisão Clínica: Inês Tello

Ilustração: Suvarna Sohoni

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