Centro de Diagnóstico e Terapias: Alzheimer e Outras Patologias

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Todos os Artigos com a Tag: Demência Vascular

Desigualdades no acesso a cuidados e tratamentos na área da demência na Europa (Alzheimer Europe)

De acordo com um relatório da Alzheimer Europe, apresentado em Bruxelas no dia 26 de Junho de 2017, existem desigualdades na Europa no acesso a cuidados e tratamentos em caso de demência.

De acordo com a informação divulgada aos meios de comunicação, o objectivo do relatório intitulado European Dementia Monitor” foi o de providenciar um benchmark para políticas nacionais na área da demência, permitindo comparar e classificar as respostas de países europeus aos desafios associados à demência. O estudo incluiu todos os estados membros da União Europeia (com a excepção da Estónia), incluindo ainda a Albânia, Bósnia e Herzegovina, Jersey, Israel, Mónaco, Noruega, Suíça e Turquia.

Jean Georges, Diretor Executivo da Alzheimer Europe, referiu: “A nossa organização tem tentado promover o reconhecimento da demência enquanto uma prioridade de saúde pública e tem alertado os governos europeus para a necessidade de desenvolver estratégias nacionais na área da demência. O objectivo do “European Dementia Monitor” é identificar os países que apresentam as políticas mais “amigas das pessoas com demência” e que garantem o melhor suporte e tratamento a pessoas com demência e seus cuidadores.

O relatório compara os países em 10 categorias diferentes:

  1. A existência de entidades que prestem cuidados
  2. A acessibilidade financeira aos cuidados
  3. O reembolso de medicação
  4. A existência de ensaios clínicos
  5. O envolvimento do país em iniciativas na área de investigação na demência a nível Europeu
  6. O reconhecimento da demência como uma prioridade
  7. O desenvolvimento de iniciativas “amigas de pessoas com demência”
  8. O reconhecimento de direitos legais
  9. A ratificação de tratados de direitos humanos, Internacionais e Europeus
  10. O direito a cuidados e ao emprego

A Alzheimer Europe atribuiu um ranking aos países a partir dos achados para cada uma das 10 categorias acima referidas (cada domínio contribuiu 10% para a classificação global), com a Finlândia a surgir em primeiro lugar com uma classificação de 75,2%, seguida do Reino Unido (Inglaterra) com 72,4%, a Holanda, com 71,2%, a Alemanha, com 69,4% e o Reino Unido (Escócia), com 68,8%. Num total de 36 países, Portugal ficou na vigésima terceira posição, com uma classificação de apenas 41,2%.

Para mais informações:

Contactar: Jean Georges, Diretor Executivo da Alzheimer Europe, 14, rue Dicks, L-1417 Luxembourg, Tel.: +352-29 79 70, Fax: +352-29 79 72, jean.georges@alzheimer-europe.org, www.alzheimer-europe.org, www.dementia-in-europe.eu

O relatório completo “European Dementia Monitor 2017: Comparing and benchmarking national dementia strategies and policies” pode ser adquirido no site da Alzheimer Europe a um preço de €5,20: http://alzheimer-europe.org/Publications/E-Shop/European-Dementia-Monitor-2017/European-Dementia-Monitor-2017

Fonte: Azheimer Europe, Media Release, Bruxelas, 26 de Junho de 2017

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Quando a Comunicação Falha: Pequenas Dicas que Ajudam

A Comunicação é o pilar da relação humana e, por este motivo, a participação em actividades sociais é um estímulo precioso para a manutenção das competências comunicativas.

Sabe-se hoje que a participação em actividades sociais promovidas pela comunidade, contribui para uma melhoria do humor, da memória e da linguagem.

À medida que vai existindo uma progressão da doença as capacidades de comunicação  vão também diminuindo.

Já aqui indicámos algumas estratégias facilitadoras da comunicação. Conheça hoje mais algumas dicas facilitadoras da interacção que podem ajudar na partilha de informação, de sentimentos e na prevenção de conflitos:

  • Procure um lugar calmo para comunicar: evite ambientes com ruídos de pessoas, máquinas, rádio ou televisão que dificultam a capacidade atencional da pessoa.
  • Mantenha o contacto visual e converse ao mesmo nível: Posicione-se de forma a ficar ao mesmo nível da pessoa com quem quer conversar. Flexione os joelhos ou sente-se para ficar melhor posicionado. Também é importante que se aproxime de frente, pois abordar a pessoa de lado ou por trás pode assustá-la e dificultar a comunicação.

  • O toque pode ser útil, mas também pode ser interpretado com um acto agressivo: Diga à pessoa o que vai fazer antes de fazê-lo, de forma a que a pessoa não se assuste nem sinta que lhe está a ser invadido o seu espaço pessoal.
  • Use também o nome da pessoa, pois ajuda a orientar melhor sua atenção para si. Se a pessoa estiver consciente da sua presença e conseguir manter a atenção enquanto fala, é mais provável que consiga entender a mensagem que está a querer transmitir.
  • Fale com calma: Mesmo em situações mais desafiantes e difíceis, mantenha sempre a serenidade. Um tom de voz apressado ou irritado vai muitas vezes espelhar essa atitude e aumentar a possibilidade de conflito.
  • Simplifique a informação:Utilize frases curtas e objectivas e seja directo na ideia que quer transmitir. Evite misturar assuntos, porque a capacidade de compreensão da pessoa pode estar afectada.
  • Faça apenas uma questão de cada vez e reforce a entoação:Durante a conversa, faça apenas uma pergunta de cada vez e espere pela resposta antes formular outra pergunta. Lembre-se também que questões como “quem é?”, “onde foi”, “como foi?” ou “mas porquê?” são muito difíceis de compreender ou de responder. Inverta frases negativas tornando-as positivas. Por exemplo, diga “Vamos por aqui” em vez de “Não vá para aí”. Mas lembre-se, é necessário cuidado para não infantilizar a pessoa. O declínio cognitivo não significa que o adulto passe a ser uma criança. As atitudes de infantilização são facilmente detectadas por um adulto com demência e diminuem a sua auto-estima, confiança e dignidade e podem aumentar as atitudes de agressividade.
  • Não imponha memórias: Durante a conversa, evite perguntar à pessoa se ela se lembra de alguma determinada situação.  Muitas vezes, a pessoa não é mesmo capaz de se lembrar e a situação só fomenta o sentimento de frustração e constrangimento.

E o mais importante:  Não desista da comunicação!

Revisão Clínica: Inês Tello

Ilustração: Trina Dalzier

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Sessão: Promover a Segurança da Pessoa com Demência

Destinatários:

Cuidadores ou familiares de pessoas com demência ou qualquer cuidador ou familiar que tenha interesse em aprofundar o seu conhecimento sobre a Promoção da Segurança das pessoas com demência.

Objectivos da Sessão:

  1. Dar a conhecer os motivos que levam à necessidade de prestar mais atenção à promoção da segurança das pessoas com demência;
  2. Discutir, de forma prática, algumas sugestões de adaptação da residência;
  3. Partilhar algumas dicas centradas na pessoa com demência, a fim de potenciar a manutenção da sua independência;
  4. Clarificar outras questões relacionadas com o tema.

Data da Sessão:

A sessão ocorrerá no dia 11 de Abril de 2016 entre as 17h30 e as 18h30.

Local da Sessão:

A sessão será nas instalações do NeuroSer (Rua Prof. Delfim Santos, nº 9 C, 1600-610 Lisboa).

Custo da Sessão:

A sessão tem um custo de €10, sendo necessária inscrição prévia através do e-mail info@neuroser.pt ou ligando para 21 750 60 10.

Orador:

Mariana Mateus (Fisioterapeuta)

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Sessão: Actividades de Vida Diária

Destinatários:

Cuidadores ou familiares de pessoas com demência que manifestem dificuldades nas Actividades de Vida Diária (higiene pessoal, auto-cuidado, vestir e despir, alimentação) ou qualquer cuidador ou familiar que tenha interesse em aprofundar o seu conhecimento acerca desta temática.

Objectivos da Sessão:

  1. Conhecer, globalmente, os motivos que levam à existência de dificuldades nas actividades de vida diária na pessoa com Demência;
  2. Discutir, de forma prática, alguns exemplos de dificuldades nas actividades da vida diária (higiene pessoal, auto-cuidado, vestir e despir, alimentação);
  3. Conhecer diversas estratégias práticas que podem ajudar na manutenção destas actividades;
  4. Permitir a partilha e discussão de situações individuais.

Data da Sessão:

A sessão ocorrerá no dia 28 de Março de 2016 entre as 17h30 e as 18h30.

Local da Sessão:

A sessão será nas instalações do NeuroSer (Rua Prof. Delfim Santos, nº 9 C, 1600-610 Lisboa).

Custo da Sessão:

A sessão tem um custo de €10, sendo necessária inscrição prévia através do e-mail info@neuroser.pt ou ligando para 21 750 60 10.

 

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Sessões de Grupo: Alzheimer e outras Demências

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Estão abertas as inscrições para novas sessões de Grupo no NeuroSer.

  1. Destinatários: pessoas com Alzheimer ou outra Demência
  2. Duração: períodos de 4 horas
  3. Frequência: a definir
  4. Tipo de actividades:
    • Estimulação Cognitiva
    • Classes de Movimento
    • Comunicação e Socialização
    • Música e Ritmo
    • Actividades de Lazer
    • Actividades no exterior
  5. Inscrição: sujeita à realização de uma entrevista nas instalações do NeuroSer (a entrevista não tem qualquer custo)

Agendamento de entrevista ou solicitação de informações adicionais através de info@neuroser.pt ou 21 7506010.

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Sessões Práticas e Informativas: Alterações Cognitivas na Demência

Destinatários:

Cuidadores ou familiares de pessoas com demência que manifestem Alterações Cognitivas ou qualquer cuidador ou familiar que tenha interesse em aprofundar o seu conhecimento acerca desta temática.

Objectivos da Sessão:

  1. Distinguir o envelhecimento normal do envelhecimento patológico;
  2. Descrever o perfil cognitivo das principais demências;
  3. Conhecer os princípios orientadores da estimulação cognitiva junto de pessoas com demência;
  4. Apresentar exemplos de actividades e tarefas que estimulem o funcionamento cognitivo da pessoa com demência;

Data da Sessão:

A sessão ocorrerá no dia 14 de Março de 2016 entre as 17h30 e as 18h30.

Local da Sessão:

A sessão será nas instalações do NeuroSer (Rua Prof. Delfim Santos, nº 9 C, 1600-610 Lisboa).

Custo da Sessão:

A sessão tem um custo de €10, sendo necessária inscrição prévia através do e-mail info@neuroser.pt ou ligando para 21 750 60 10.

Orador:

Margarida Rebolo (Neuropsicóloga)

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Sessões Práticas e Informativas: Alterações Motoras e Dor na Demência

Destinatários:

Cuidadores ou familiares de pessoas com demência que manifestem Alterações Motoras ou Dor, ou qualquer cuidador ou familiar que tenha interesse em aprofundar o seu conhecimento acerca desta temática.

Objectivos da Sessão:

  1. Conhecer e vivenciar as principais alterações motoras na demência;
  2. Apresentar estratégias que promovam o exercício físico e auxiliar a lidar com as alterações motoras;
  3. Treinar estratégias que facilitem a segurança durante o acompanhamento da marcha;
  4. Exemplificar actividades a desenvolver pelos próprios cuidadores e familiares;
  5. Clarificar questões relacionadas com este tema.

Data da Sessão:

A sessão ocorrerá no dia 29 de Fevereiro de 2016 entre as 17h30 e as 18h30.

Local da Sessão:

A sessão será nas instalações do NeuroSer (Rua Prof. Delfim Santos, nº 9 C, 1600-610 Lisboa).

Custo da Sessão:

A sessão tem um custo de €10, sendo necessária inscrição prévia através do e-mail info@neuroser.pt ou ligando para 21 750 60 10.

Orador:

Mariana Mateus (Fisioterapeuta)

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As dificuldades motoras na Demência

A demência constitui uma patologia predominantemente cognitiva, mas também está associada a dificuldades motoras. Estas são muitas vezes desvalorizadas, por se pensar que estão unicamente relacionadas com o avançar da idade.

Qual a sua causa?

Estas alterações surgem pelo processo de atrofia das áreas cerebrais responsáveis pelo planeamento motor.

Quais são as principais alterações motoras associadas à demência?

  • Alteração do padrão de marcha;
  • Diminuição do equilíbrio;
  • Diminuição da mobilidade

Alterações da Marcha

A marcha por si envolve a integração da atenção, do planeamento, da memória anterior e de um processo cognitivo-motor. Com a demência surgem alterações nas funções cognitivas frontais que contribuem para as alterações na dinâmica da marcha.

As principais alterações na marcha são a diminuição do comprimento do passo e a diminuição da velocidade na marcha.

Estas alterações surgem, em cerca de 50% dos casos, três anos após o diagnóstico, sendo que em fases mais avançadas as pessoas podem perder a capacidade de andar.

As alterações na marcha contribuem para o surgimento de quedas, sendo necessário por vezes adoptar um auxiliar de marcha (ex: tripé ou andarilho). É também fundamental o ensino aos cuidadores e familiares de estratégias de segurança durante o acompanhamento na marcha.

Diminuição do equilíbrio

A diminuição do equilíbrio é um problema comum nesta população e é o principal factor do aumento do risco de queda. Uma queda pode originar a sensação de medo, um declínio da actividade física, diminuição da mobilidade geral e perda de independência, aumentando assim a necessidade dos cuidados prestados por parte dos cuidadores.

Diminuição da mobilidade

A diminuição da mobilidade surge a nível geral e caracteriza-se pela lentificação do movimento (bradicinesia). Este facto contribui para uma diminuição da funcionalidade, surgimento de sedentarismo e diminuição da independência nas actividades do dia-a-dia.

Dor

Já aqui falamos anteriormente sobre a dor, este é um problema real, sendo que as pessoas com demência possuem uma maior dificuldade em reconhecer e comunicar a dor, sendo por isso importante estar atento aos comportamentos sugestivos de dor (expressão facial, linguagem corporal e vocalizações negativas).

 O que há a fazer?

A fisioterapia é a principal área responsável por intervir nestas alterações, sendo o seu principal objectivo manter a máxima funcionalidade e independência, de forma a facilitar as actividades de vida diária, durante o maior tempo possível e lidar com as alterações motoras que possam surgir da demência e do avançar da idade.

Tem também um papel fundamental no ensino aos cuidadores e familiares de dicas a adoptar em casa para a promoção do exercício físico e na prevenção e redução do risco de quedas.

O NeuroSer quer dar mais um passo no sentido de ajudar os cuidadores a lidar com as alterações motoras e a dor e a reduzir a sobrecarga que está associada à prestação de cuidados ou ao contacto frequente com pessoas com demência. Nesse sentido, a terceira das Sessões Práticas e Informativas abordará as “Alterações Motoras e Dor”, onde existirá a oportunidade de identificar possíveis causas destes sintomas e adquirir estratégias para os prevenir ou gerir. Consulte aqui os objectivos da sessão.

Revisão Clínica: Mariana Mateus

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Entrevista Professor Doutor Alexandre Castro Caldas

Alzheimer, uma resposta global e integrada

No passado Sábado, dia 06 de Fevereiro,  saiu com o Jornal Público, uma entrevista do Professor Doutor Alexandre Castro Caldas, director clínico do NeuroSer, dada à Revista Pontos de Vista.

A entrevista abordou vários aspectos que que se prendem com a doença de Alzheimer e outras Demências.

Não perca toda a entrevista em versão pdf ou em versão digital.

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O que não dizer a uma pessoa com Alzheimer ou outra demência

 

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Existem algumas coisas que não deve dizer a uma pessoa com Alzheimer ou outra demência. Alguns exemplos são os seguintes:

Não lhe diga que está errada

Não vale a pena contrariá-la ou corrigi-la se disser algo que não corresponde à realidade. Não existe justificação para o fazer, pois:

  • Se a pessoa com demência estiver suficientemente consciente, aperceber-se-á de que cometeu um erro e sentir-se-á frustrada;
  • Por outro lado, se não se aperceber da razão pela qual aquilo que disse/fez foi considerado errado, poderá levar a que fique mais confusa, agitada ou agressiva.

Tente mudar subtilmente de assunto, orientando a conversa para um tema que dê prazer à pessoa ou que facilmente consiga captar a sua atenção.

Não lhe pergunte se se lembra de uma determinada coisa

É muito tentador perguntar a alguém se se lembra de algo – todos nós o fazemos com regularidade. No entanto, o mais provável é que a pessoa com Doença de Alzheimer não se recorde, uma vez que a principal característica clínica desta doença é precisamente uma alteração da memória recente.

Nesse sentido, deverá evitar perguntas como “Lembra-se do que é que almoçou?”, “Recorda-se quando é que fomos passear à Baixa?” ou “Esta é a Mariana. Lembra-se de a ter conhecido a semana passada?”.

Saiba que é normal utilizar a palavra “lembra-se…?” pois esta faz parte do nosso vocabulário. Deixar de fazer estas perguntas requer treino. Pode ser útil pensar da seguinte forma: da mesma maneira que não perguntaria a um invisual se consegue ver ou a uma pessoa que não tem uma perna se consegue correr, também no caso da Doença de Alzheimer não devemos perguntar se a pessoa se lembra de um evento recente.

Não ponha a memória da pessoa à prova

Evite dizer coisas como: “Como é que eu me chamo?”, “Diga-me lá quando é que nasceu? “Quando é que foi a última vez que eu a vim visitar? Vá lá, pense um bocadinho…”

Estas perguntas podem aumentar o nível de ansiedade da pessoa e não são uma forma eficaz de estimular a memória.

Não relembre a pessoa com demência que o seu ente querido já faleceu

Frequentemente as pessoas com demência acreditam que uma pessoa que já faleceu ainda está viva. Podem estar confusos ou sentirem-se tristes por essa pessoa não os vir visitar. Se lhe disser que essa pessoa já faleceu, é possível que fique muito perturbada ou até que não acredite em si.

A excepção à regra é se a pessoa com demência lhe perguntar directamente se determinada pessoa já morreu. Neste caso deverá responder honestamente.

Revisão Clínica: Margarida Rebolo

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