Centro de Diagnóstico e Terapias: Alzheimer e Outras Patologias

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Todos os Artigos com a Tag: Comunicação

Quando a Comunicação Falha: Pequenas Dicas que Ajudam

A Comunicação é o pilar da relação humana e, por este motivo, a participação em actividades sociais é um estímulo precioso para a manutenção das competências comunicativas.

Sabe-se hoje que a participação em actividades sociais promovidas pela comunidade, contribui para uma melhoria do humor, da memória e da linguagem.

À medida que vai existindo uma progressão da doença as capacidades de comunicação  vão também diminuindo.

Já aqui indicámos algumas estratégias facilitadoras da comunicação. Conheça hoje mais algumas dicas facilitadoras da interacção que podem ajudar na partilha de informação, de sentimentos e na prevenção de conflitos:

  • Procure um lugar calmo para comunicar: evite ambientes com ruídos de pessoas, máquinas, rádio ou televisão que dificultam a capacidade atencional da pessoa.
  • Mantenha o contacto visual e converse ao mesmo nível: Posicione-se de forma a ficar ao mesmo nível da pessoa com quem quer conversar. Flexione os joelhos ou sente-se para ficar melhor posicionado. Também é importante que se aproxime de frente, pois abordar a pessoa de lado ou por trás pode assustá-la e dificultar a comunicação.

  • O toque pode ser útil, mas também pode ser interpretado com um acto agressivo: Diga à pessoa o que vai fazer antes de fazê-lo, de forma a que a pessoa não se assuste nem sinta que lhe está a ser invadido o seu espaço pessoal.
  • Use também o nome da pessoa, pois ajuda a orientar melhor sua atenção para si. Se a pessoa estiver consciente da sua presença e conseguir manter a atenção enquanto fala, é mais provável que consiga entender a mensagem que está a querer transmitir.
  • Fale com calma: Mesmo em situações mais desafiantes e difíceis, mantenha sempre a serenidade. Um tom de voz apressado ou irritado vai muitas vezes espelhar essa atitude e aumentar a possibilidade de conflito.
  • Simplifique a informação:Utilize frases curtas e objectivas e seja directo na ideia que quer transmitir. Evite misturar assuntos, porque a capacidade de compreensão da pessoa pode estar afectada.
  • Faça apenas uma questão de cada vez e reforce a entoação:Durante a conversa, faça apenas uma pergunta de cada vez e espere pela resposta antes formular outra pergunta. Lembre-se também que questões como “quem é?”, “onde foi”, “como foi?” ou “mas porquê?” são muito difíceis de compreender ou de responder. Inverta frases negativas tornando-as positivas. Por exemplo, diga “Vamos por aqui” em vez de “Não vá para aí”. Mas lembre-se, é necessário cuidado para não infantilizar a pessoa. O declínio cognitivo não significa que o adulto passe a ser uma criança. As atitudes de infantilização são facilmente detectadas por um adulto com demência e diminuem a sua auto-estima, confiança e dignidade e podem aumentar as atitudes de agressividade.
  • Não imponha memórias: Durante a conversa, evite perguntar à pessoa se ela se lembra de alguma determinada situação.  Muitas vezes, a pessoa não é mesmo capaz de se lembrar e a situação só fomenta o sentimento de frustração e constrangimento.

E o mais importante:  Não desista da comunicação!

Revisão Clínica: Inês Tello

Ilustração: Trina Dalzier

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Ajudas para a Comunicação

O que são produtos de apoio?

Produtos de apoio  são “qualquer produto (incluindo dispositivos, equipamento, instrumentos, tecnologia e software) especialmente produzido ou geralmente disponível, para prevenir, compensar, monitorizar, aliviar ou neutralizar as incapacidades, limitações das actividades e restrições na participação”.

Fonte: Classificação ISO9999:2007

O que são produtos de apoio à Comunicação?

São todas os recursos que podem ajudar a pessoa a comunicar, com os outros, de uma forma mais eficaz.

Para quem podem ser importantes?

Para muitas pessoas com lesão cerebral (por exemplo, AVC) ou doenças neurodegenerativas, como é o caso da Demência, que podem apresentar alterações graves na capacidade em falar com os que o rodeiam.

Em muitos casos, existem estratégias e ajudas técnicas que podem ajudar a tornar a comunicação mais fácil. A sua escolha depende das dificuldades e capacidades da pessoa e, por isso, são sempre ajustadas a cada caso.

Habitualmente, a avaliação inicial é efectuada por um terapeuta da fala e pode integrar também a informação da equipa alargada, nomeadamente, da terapia ocupacional e da fisioterapia.

A escolha do produto de apoio à comunicação vai sempre depender das capacidades, dificuldades , contexto social e motivação de cada pessoa e pode variar ao longo do tempo. O produto de apoio deve ser capaz de acompanhar a evolução das condições do utilizador.

Os produtos de apoio à comunicação mais simples são constituídos por um suporte físico onde são colocados símbolos ou imagens que a pessoa escolhe directamente ou ajuda do seu interlocutor.

Exemplo de Livro de Comunicação

Exemplo de Livro de Comunicação

Adicionalmente, existe um crescimento exponencial dos programas ou aplicações digitais que permitem transformar texto em fala (a chamada fala sintetizada), utilizar fotografias, símbolos ou outros recursos adaptados às necessidades de comunicação de cada pessoa.

Exemplos de softwares de comunicação em diferentes equipamentos.

Exemplos de softwares de comunicação em diferentes equipamentos.

Paralelamente, têm sido criados diversos produtos de apoio para a comunicação em contexto hospitalar, de que são exemplo, os quadros de comunicação específicos e escalas de dor adaptadas.

Exemplo de tabela de comunicação usada em meio hospitalar (Vidatak E-Z Board)

Exemplo de tabela de comunicação usada em meio hospitalar (Vidatak E-Z Board)

 

Nunca é demais recordar que, o familiar/cuidador, deve dar tempo à pessoa para responder, uma vez que a comunicação com estes recursos é mais lenta.

O mais importante é mesmo nunca desistir!

 

Revisão Clínica: Inês Tello Rodrigues

 

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Sessões Práticas e Informativas: Dificuldades de Comunicação

Destinatários:

Cuidadores ou familiares de pessoas com demência que manifestem Alterações de Comunicação, ou qualquer cuidador ou familiar que tenha interesse em aprofundar o seu conhecimento acerca desta temática.

Objectivos da Sessão:

  1. Conhecer os motivos que levam à existência de Alterações de Comunicação na Demência;
  2. Discutir, de forma prática, alguns exemplos de dificuldades de Comunicação;
  3. Conhecer diversas estratégias que podem ajudar na interacção comunicativa;
  4. Implementar algumas técnicas e estratégias a exemplos práticos;
  5. Permitir a partilha e discussão de situações individuais.

Data da Sessão:

A sessão ocorrerá no dia 15 de Fevereiro de 2016 entre as 17h30 e as 18h30.

Local da Sessão:

A sessão será nas instalações do NeuroSer (Rua Prof. Delfim Santos, nº 9 C, 1600-610 Lisboa).

Custo da Sessão:

A sessão tem um custo de €10, sendo necessária inscrição prévia através do e-mail info@neuroser.pt ou ligando para 21 750 60 10.

Orador:

Inês Tello Rodrigues (Terapeuta da Fala)

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Livro “Viver com Alzheimer”

“Uma nova relação com o mundo”

 

Um diagnóstico de doença de Alzheimer tem, sem dúvida, um impacto muito significativo não só na pessoa, mas também na família mais próxima e pode provocar um enorme sentimento de perda e de solidão, ainda que as pessoas se mantenham fisicamente próxima. No entanto, tal não tem que ser necessariamente assim, sobretudo se se conseguir interiorizar e aceitar que o processo de evolução da doença mais do que “uma perda, o início de um fim, na realidade não implica mais do que aceitar que temos que começar a estabelecer uma relação com o mundo diferente daquela que conhecemos.

Para que tal seja possível, é realmente fundamental não só aceitar o diagnóstico, mas sobretudo aceitar que a vivência com o nosso ente querido irá mudando ao longo do tempo sem necessariamente antecipar que tudo terá que ser negativo.

No fundo, o importante é interiorizar que se trata de um momento de mudança e que pode, inclusivamente, ser uma oportunidade para estabelecermos uma nova relação com o nosso ente querido, que pode ser emocionalmente muito gratificante, sendo importante viver o presente de forma plena, pois “para ser feliz, mais importante do que não esquecer o que se fez, é ter uma relação plena com o que se faz aqui e agora.” Não quer dizer que seja fácil e que não possa existir sofrimento, mas é importante não condicionar toda a existência ao diagnóstico da doença.

Em resumo, perante o diagnóstico de doença de Alzheimer, devemos primeiro que tudo eliminar qualquer preconceito e ideia preconcebida. Devemos aceitar que a realidade que o nosso ente querido vai começar a viver, tal como a nossa, vai passar a ser diferente do que era, mas não a devemos julgar previamente de forma negativa, nem nos devemos projetar num futuro inexistente. Devemos tentar entender e compreender as bases da experiência que o nosso ente querido está a viver, ainda que em certa medida se afastem da nossa experiência da realidade. Se nos abrirmos à experiência presente nas dimensões da realidade externa que estamos a partilhar com o nosso ente querido e da transformação interna que se seguirá, a vivência do universo Alzheimer poderá revelar-se surpreendente e paradoxalmente enriquecedora.

 

Referências: O presente artigo foi baseado em alguns dos ensinamentos do livro “Viver com Alzheimer, o Amor não se esquece, conselhos de comunicação, adaptação e aceitação para quem cuida”, Dr. José Luis Molinuevo, edição e tradução portuguesa 2014, Editora Pergaminho

Notas sobre o autor do livro: O Dr. José Luis Molinuevo é médico neurologista, com actividade profissional no Hospital Clínic de Barcelona, onde dirige a unidade de Alzheimer, e na Fundació Pasqual Maragall, onde dirige o programa de investigação sobre a detecção precoce da doença de Alzheimer.

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Actividades de Reminiscência

A Terapia de Reminiscência baseia-se na recuperação de memórias que a pessoa tem do seu passado – as suas memórias autobiográficas – e é bastante utilizada em pessoas com demência.

Esta terapia é focada nas experiência positivas, permitindo uma continuidade entre o passado e o presente ao reviver experiências agradáveis do passado, conquistas e eventos felizes.

Para algumas pessoas com demência, relembrar vivências antigas passadas é normalmente uma actividade positiva e, muitas vezes, a única forma de manter o contacto com a sua própria identidade.

Algumas estratégias utilizadas na terapia de reminiscência podem ser aplicadas pelos familiares ou cuidadores de pessoas com demência.

Estratégias para fomentar a reminiscência:

As pessoas com demência apresentam, frequentemente, dificuldades em relembrarem-se de factos recentes, mas normalmente gostam muito de serem capazes de partilhar memórias antigas e de falar sobre os velhos tempos.

Alguns temas comuns que pode explorar são a infância, a escola, a gastronomia, acontecimentos de época, a vida profissional, vida familiar, passatempos e acontecimentos sazonais.

Utilizar todos os sentidos:

Os cheiros, os sabores, os sons, os movimentos e as imagens podem todos fazer parte da reminiscência.

Por exemplo, o cheiro a alfazema que costumava ser utilizada em saquinhos de cheiro para a roupa, ou o sabor de um bolo que se costumava fazer, podem evocar memórias vividas e ser um início de uma longa conversa. A música também ajuda a evocar memórias passadas e pode ter um efeito muito positivo no bem-estar geral.

Actividades em Família:

Por vezes, a família e amigos, podem participar também em actividades de reminiscência e trazer fotografias ou objectos que promovam a conversação e interacção.

As crianças também podem colaborar e podem ser recriados jogos antigos, que permitam à pessoa com demência jogar sem dificuldades e até ensinar as regras e estratégias, ao mesmo tempo, que promovem a interacção e a partilha comum de experiências entre avós e netos.

Caixas de Memórias:

Criar uma caixa de memórias pode ser uma forma de estimulação e de evocação de memórias.

Esta caixa pode ser constituída por diversos objectos, como:

  • fotos antigas
  • fotos de família
  • objectos favoritos
  • postais
  • cartas
  • receitas
  • desenhos dos netos
  • carteira
  • outros objectos, como por exemplo do seu antigo trabalho ou hobbies.

As caixas de memórias podem ajudar a diminuir momentos de maior agitação e constituir uma actividade de partilha conjunta.

Considerando a progressão e as flutuações dos quadros demenciais, em alguns dias a pessoa pode lembrar-se de muitos eventos, apenas por olhar para um conjunto de fotos e, noutros dias, apenas algumas pessoas ou nenhuma memória de todo. É, assim, importante não “testar” a memória da pessoa quando se olha para os objectos ou fotos antigas, pois podemos criar frustração ou ansiedade.

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Livro de memórias:

Outra actividade que pode ser extremamente gratificante é a criação de um livro de memórias.

Um livro de memórias constitui uma ferramenta preciosa para a manutenção do bem estar geral, promove a comunicação e dá confiança e estabilidade.

Pode ser utilizado para contar histórias e interagir com os netos, pode constituir uma ferramenta preciosa para a equipa clínica quando existe uma mudança de contexto, como a hospitalização, ou fazer parte do plano de intervenção terapêutico.

Boas partilhas!

Revisão Clínica: Inês Tello

 

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Sabe o que é a Disartria?

Artist- Suvarna Sohoni

 

O que é a Disartria?

É uma alteração da articulação da fala provocada por uma lesão neurológica.

O tipo e a gravidade da Disartria dependem do tipo, da extensão e da localização da lesão e, por esse motivo, uma pessoa com Disartria pode apresentar diversas dificuldades, tais como:

  • “Arrastar” as palavras ao falar
  • Falar muito baixo ou ser apenas capaz de sussurrar
  • Falar com muita lentidão
  • Falar muito rapidamente e “entre dentes”
  • Alterações da entoação das palavras
  • Alterações na ressonância (por exemplo “fala nasalada”)
  • Dificuldades na mobilidade da língua, lábios e mandíbula

 

Quais são as causas da Disartria?

Existem diversas causas como os Acidentes Vasculares Cerebrais, os Traumatismos Crânio-Encefálicos (TCE), algumas doenças neurológicas como a Doença de Parkinson ou a Doença de Huntington, ou algumas doenças neuromusculares progressivas, como a Miastenia Gravis (MG) ou a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

 

Existem diversos tipos de Disartria:

  • Flácida (frequente após AVC unilateral)
  • Espástica (mais comum após Traumatismo Crânio-Encefálico)
  • Atáxica (muito associada a lesões no cerebelo)
  • Hipocinética (muito associada à doença de Parkinson)
  • Hipercinética (muito associada à doença de Huntington)
  • Neurónio motor superior unilateral
  • Mista (geralmente espástica + flácida, mas podem existir outras combinações)

 

O que pode ser feito para minimizar as dificuldades de uma pessoa com Disartria?

  • Reduzir os ruídos de fundo durante a conversação (TV, rádio..);
  • Assegurar que as próteses dentárias (quando existem) estão adequadas e devidamente fixas;
  • Falar de frente para a pessoa;
  • Proporcionar tempo para as respostas;
  • Encorajar o uso de outras modalidades comunicativas (gesto, escrita..) para além da fala;
  • Apontar permanentemente os erros ou pedir correcções constantes não é útil.
  • Pelo facto da capacidade para compreender e usar a linguagem não estar afectada (como no caso das pessoas com afasia), a maioria das pessoas com Disartria pode ler e escrever normalmente. Por esse motivo, o uso da escrita, pode ser um recurso valioso.
  • Em casos mais graves, e em que existam também limitações motoras, pode ser utilizada uma tabela com alfabeto como indicador da(s) primeira(s) letra(s) da palavra a produzir.
  • Continuar a conversação mesmo que algumas palavras não sejam perceptíveis. A transmissão da mensagem é o mais importante! 

 

A avaliação e intervenção do Terapeuta da Fala pode ajudar a melhorar ou minimizar as alterações da comunicação provocadas pela Disartria.

 

Revisão Clínica: Inês Tello

Ilustração: Suvarna Sohoni

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Qual o Papel da Terapia da Fala na Demência?

Segundo o Royal College of Speech and Language Therapists (RCSLT, 2013), a intervenção específica de um terapeuta da fala em casos de demência tem, genericamente, os seguintes objectivos:

  • Avaliação da Linguagem – Diagnóstico Diferencial
  • Avaliação detalhada das funções comunicativas – estruturação e discussão de planos de intervenção
  • Intervenção ao nível da melhoria ou manutenção da Comunicação das pessoas com demência e dos seus cuidadores
  • Avaliação e intervenção ao nível da Deglutição
  • Treino/formação da Equipa e dos Cuidadores
  • Investigação científica e desenvolvimento das melhores práticas de intervenção
Revisão Clínica: Inês Tello
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Juntos a Relembrar: Como Fazer um Livro de Memórias

Livro de memórias

O que é um livro de memórias?

É uma compilação de momentos, histórias e eventos de uma vida, para ser consultado repetidamente pela pessoa com Alzheimer ou outra demência e pelos seus familiares.

O livro pode ser adaptado ao longo do tempo e é uma actividade que tem todos os ingredientes para ser extremamente gratificante para a pessoa com demência.

Porquê construir um livro de memórias?

Embora a memória de eventos recentes (memória de curto-termo) possa ser difícil, muitas pessoas com demência conseguem facilmente recordar-se de eventos passados (memória de longo-prazo).

Um livro de memórias apoia-se na memória de longo-prazo, enfatizando aquilo que a pessoa consegue recordar.

Um livro de memórias constitui uma ferramenta preciosa para a manutenção do bem estar geral, promove a comunicação e dá confiança e estabilidade.

Pode ser utilizado para contar histórias e interagir com os netos, pode constituir uma ferramenta preciosa para a equipa clínica quando existe uma mudança de contexto, como a hospitalização, ou fazer parte do plano de intervenção terapêutico.

O livro deve ser sempre construído com o próprio e o nível de envolvimento da pessoa com demência na construção do livro de memórias não deve ser desvalorizado.

É importante encontrar tempo para construir o livro em conjunto, pois esta actividade pode ser extremamente estimulante e cheia de significado.

Como construir um livro de memórias?

Não existe um formato padrão para a construção destes livros.

As histórias podem ser ilustradas com cópias de fotografias e documentos como mapas, certificados, postais, bilhetes de eventos significativos, e outros.  Se existir um objecto de grande significado para a pessoa, por exemplo um relógio, pode-se fotografá-lo e inserir essa imagem no livro.

Aproveite sempre as próprias palavras da pessoa para legendar uma fotografia ou uma outra imagem.

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Algumas dicas para o ajudar a construir um livro de memórias:

  • Esquematize uma linha temporal para o ajudar a organizar a informação. Alguns temas comuns são: o local de nascimento, histórias dos pais e irmãos, memórias de infância, a escola, o primeiro emprego, o casamento e o nascimento dos filhos. Pode incluir outros momentos significativos e marcantes, como um período de guerra. Explore outros temas de interesse como os locais onde viveu ou visitou, estilos de roupas ou penteados, comida favorita, hobbies, entre tantos outros.
  • Escolha sempre com a pessoa o material a incluir no livro de memórias: cópia de fotografias, mapas, documentos, memórias faladas, e o mais que a criatividade se lembrar.
  • Legende a informação visual com palavras e frases curtas.
  • Utilize uma letra clara, tamanho mínimo 14, e tenha atenção aos fundos que devem ser simples de maneira a que não causem distracções visuais.
  • Por último, não coloque muita informação por página.

Lembre-se que o livro não tem que ficar uma obra de arte! Sobretudo, aproveite o momento para estabelecer uma boa relação com o seu familiar. Agora mãos à obra!

Revisão Clínica: Inês Tello
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Comunicação com uma pessoa com Afasia

Como minimizar as alterações da Comunicação com uma pessoa com Afasia?

Já tivemos a oportunidade de descrever a Afasia, descubra agora como pode minimizar as alterações da Comunicação associadas.

  • Fale de forma directa, digna e natural;
  • Assegure que  a sua mensagem é de fácil compreensão;
  • Faça uso de expressões faciais e gestos para reforçar aquilo que está a dizer;
  • Utilize frases curtas e dê ênfase às palavras mais importantes;
  • Privilegie as perguntas com resposta sim/não e não faça uma segunda pergunta sem ter tido a resposta à primeira;
  • Procure um lugar calmo para comunicar: evite ambientes com ruídos de pessoas, máquinas, rádio ou televisão;
  • Posicione-se ao nível da pessoa;
  • Não eleve o seu tom de voz: muitas vezes a pessoa ouve bem, tem é dificuldade em compreender tudo aquilo que lhe é dito;
  • Não permita que terceiros se intrometam na conversação;
  • Esteja receptivo aos sinais de cansaço e frustração.

E o mais importante:  Não desista da comunicação!

Revisão Clínica: Inês Tello
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Sabe o que é a Afasia?

Junho é o mês da Afasia segundo a American Heart Association e a American Stroke Association.

Imagine que subitamente não consegue falar e compreender correctamente o que lhe é dito, não consegue ler um jornal ou mesmo escrever o seu nome, mas o seu raciocínio é normal.

Quão frustrante e restritiva será a sua comunicação? Esta é a experiência de uma pessoa com afasia.

A Afasia é uma alteração de Linguagem provocada por uma lesão em áreas específicas no cérebro (p.e. devido a um AVC).

A Afasia pode afectar, de diferentes formas, a capacidade de falar, ler, escrever e compreender o que é dito mas não afecta a inteligência.

O Terapeuta da Fala desempenha um papel fundamental na reabilitação da pessoa com afasia, avaliando, diagnosticando e implementando um plano de intervenção adequado às dificuldades de cada pessoa.

Revisão Clínica: Inês Tello
Ilustração: Dwayne Bell
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