Centro de Diagnóstico e Terapias: Alzheimer e Outras Patologias

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Dicas

Novo Estudo

A causa da Doença de Alzheimer ainda é desconhecida mas diferentes estudos científicos mostram um depósito anómalo de duas proteínas no cérebro: proteína beta-amiloide e proteína tau. Estes depósitos anómalos parecem estar relacionados com o aparecimento e progressão da doença mas o papel de cada uma das proteínas não está inteiramente esclarecido.

Um novo estudo comparou estes depósitos em 3500 cérebros doados de pessoas com doença de Alzheimer em diferentes fases de evolução. Os resultados indicaram que são os filamentos da proteína tau que parecem ser os responsáveis pelo declínio cognitivo. Estes resultados poderão levar ao desenvolvimento de terapias farmacológicas mais específicas e eficazes.

Para consultar o Estudo original:

Brain – A Journal of Neurology

MRI Brain scan

photo credit: Daisy Daisy/ Shutterstock

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O que é a Lesão Cerebral Adquirida?

A lesão cerebral adquirida é uma lesão no cérebro, provocada por causas externas (ex: traumatismos) ou internas (ex: AVC, tumores, infecções, anóxia ou falta de oxigénio no cérebro), que não é nem degenerativa nem congénita, com consequências relevantes a nível familiar, social e profissional.

Quais as consequências da Lesão Cerebral Adquirida?

As consequências da lesão cerebral adquirida podem ser temporárias ou permanentes, podendo afectar a pessoa de um ponto de vista:

  1. Cognitivo:
    • Atenção e concentração: dificuldade em manter-se atento na realização de uma tarefa, ou num pensamento, sendo fácil distrair-se;
    • Linguagem: dificuldades na compreensão do que é dito, ou na produção do discurso; possíveis dificuldades na leitura e na escrita e comunicação;
    • Percepção: dificuldade em organizar e compreender informação sensorial;
    • Memória: dificuldade em recordar-se de eventos passados e recentes;
    • Raciocínio lógico: dificuldade em utilizar o pensamento para resolver problemas
    • Funções executivas: dificuldade em organizar e planear as actividades, dificuldade em iniciar actividades.
  1. Emocional: depressão, alterações de humor; irritabilidade; ansiedade.
  1. Comportamental: impulsividade; agressividade; apatia; falta de iniciativa; paranoia.
  1. Físico: problemas de movimento; dificuldades na coordenação motora e equilíbrio; menor força física; lentidão nos movimentos corporais; cansaço, fadiga e perdas de energia; perda de sensações (sensibilidade ao toque, olfacto, visão); epilepsia pós-traumática

 

 

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O que é a Demência?

A demência caracteriza-se por uma deterioração progressiva, e em geral lenta, das funções cognitivas.

Existem vários tipos de Demência?

Sim. A doença de Alzheimer é o tipo de demência mais comum e engloba 50 a 80 % de todos os casos de demência. Outros tipos de demência incluem a demência vascular, demência com corpos de Lewy, ou a demência fronto-temporal. Em alguns casos, uma pessoa pode apresentar mais do que um tipo de demência.

 

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Ilustração de Donado R.
Revisão Clínica: Inês Tello.
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Melhorar a Comunicação com uma Pessoa com Demência

  • Simplificar a informação – ao falar com uma pessoa com demência utilize frases curtas e simples. Sempre que possível faça também gestos simples durante a conversação, pois facilitam a compreensão do que está a dizer. Pergunte apenas uma coisa de cada vez.
  • Dar tempo de resposta – a perda de memória dificulta a formulação de uma resposta. É fundamental que se dê tempo de resposta. Responder pela pessoa ou apressar a sua resposta podem fazer com que a pessoa com demência desista de comunicar.
  • Estar preparado para repetir – a comunicação com uma pessoa com demência irá certamente ter frases e perguntas repetidas. Embora possa ser frustrante para o cuidador, a repetição é fundamental para securizar a pessoa. Apontar o facto só vai aumentar a angústia da pessoa com demência e desencorajá-la de comunicar.
  • Utilizar todas as formas de comunicação – as alterações cognitivas das pessoas com demência, dificultam progressivamente a capacidade de falar e de compreender tudo o que lhes é dito. É importante utilizar todas as formas de comunicação possíveis. Utilize gestos durante a conversação para reforçar a sua mensagem. Esteja atento aos sinais “não verbais” da pessoa com demência como as expressões faciais e a linguagem corporal pois são um valioso suporte à comunicação.
  • Não infantilizar – O declínio cognitivo não significa que o adulto passe a ser uma criança. As atitudes de infantilização são facilmente detectadas por um adulto com demência e diminuem a sua auto-estima, confiança e dignidade e podem aumentar as atitudes violentas.

O NeuroSer quer dar mais um passo no sentido de ajudar os cuidadores a lidar com as dificuldades de comunicação e a reduzir a sobrecarga que está associada à prestação de cuidados ou ao contacto frequente com pessoas com demência. Nesse sentido, a segunda das Sessões Práticas e Informativas abordará as “Dificuldades de Comunicação”, onde existirá a oportunidade de identificar possíveis causas destes sintomas e adquirir estratégias para os prevenir ou gerir. Consulte aqui os objectivos da sessão.

Revisão Clínica: Inês Tello.

Ilustrações: Jim Frazier e Suvarna Sohoni
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