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Todos os Artigos na Categoria: 2. Acidente Vascular Cerebral

Tipos de AVC

AVC significa “Acidente Vascular Cerebral” e é a principal causa de morte e incapacidade permanente em Portugal. Um AVC ocorre devido a uma alteração do fluxo sanguíneo no cérebro.

De uma forma geral, os AVC´s são divididos em dois grandes tipos: AVC isquémico (por falta de irrigação sanguínea) e AVC hemorrágico (por hemorragia sanguínea).

Os Acidentes vasculares isquémicos são responsáveis por cerca de 80% dos casos de AVC. São causados por uma obstrução dos vasos cerebrais, que pode ocorrer devido a uma trombose (formação de placas numa artéria principal do cérebro) ou por uma embolia (quando um coágulo ou uma placa de gordura, originária de outra parte do corpo, se solta e obstrui uma artéria ou pequeno vaso cerebral). Em muitos casos, um coágulo de sangue flutuante, denominado êmbolo, tem origem no interior do coração.

Os Acidentes vasculares hemorrágicos, são causados pela ruptura de vasos sanguíneos e, na maioria das vezes, ocorrem no interior do cérebro (a denominada hemorragia intracerebral). Podem também ocorrer entre o cérebro e os ossos do crânio (a denominada hemorragia subaracnoideia).

O tratamento imediato do AVC isquémico e do AVC hemorrágico é diferente. No primeiro caso, o objectivo pode passar resolver a obstrução da artéria que causa o AVC isquémico, enquanto que no segundo caso, o tratamento poderá envolver o tratamento da hemorragia cerebral.

AVC

Em alguns casos, os acidentes vasculares cerebrais são precedidos por um ou mais Acidentes Isquémicos Transitórios (AIT). Os Acidentes isquémico transitórios, tal como o próprio nome indica, constituem episódios breves, de manifestações semelhantes às de um acidente vascular cerebral, mas que não deixam sequelas. No entanto, devem servir de alerta para que a pessoa procure assistência médica imediata, pois o risco de um AVC é muito elevado.

Mas o mais importante: o AVC é uma emergência médica!

Sabe identificar os sinais de alerta de um Acidente Vascular Cerebral (AVC)?

Falta de força num braço, boca ao lado ou dificuldade em falar, são sinais de alarme que podem prever o início de um AVC. Se notar dificuldades súbitas ligue de imediato para o 112.

O tratamento precoce de um AVC, em fase aguda, é considerado essencial, mas só poderá ser verdadeiramente bem sucedido,  quando a população for também consciencializada para a necessidade de se identificarem rapidamente os sinais e sintomas do AVC e de se agir em conformidade.

Revisão Clínica: Inês Tello

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Sabe o que é a Disartria?

Artist- Suvarna Sohoni

 

O que é a Disartria?

É uma alteração da articulação da fala provocada por uma lesão neurológica.

O tipo e a gravidade da Disartria dependem do tipo, da extensão e da localização da lesão e, por esse motivo, uma pessoa com Disartria pode apresentar diversas dificuldades, tais como:

  • “Arrastar” as palavras ao falar
  • Falar muito baixo ou ser apenas capaz de sussurrar
  • Falar com muita lentidão
  • Falar muito rapidamente e “entre dentes”
  • Alterações da entoação das palavras
  • Alterações na ressonância (por exemplo “fala nasalada”)
  • Dificuldades na mobilidade da língua, lábios e mandíbula

 

Quais são as causas da Disartria?

Existem diversas causas como os Acidentes Vasculares Cerebrais, os Traumatismos Crânio-Encefálicos (TCE), algumas doenças neurológicas como a Doença de Parkinson ou a Doença de Huntington, ou algumas doenças neuromusculares progressivas, como a Miastenia Gravis (MG) ou a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

 

Existem diversos tipos de Disartria:

  • Flácida (frequente após AVC unilateral)
  • Espástica (mais comum após Traumatismo Crânio-Encefálico)
  • Atáxica (muito associada a lesões no cerebelo)
  • Hipocinética (muito associada à doença de Parkinson)
  • Hipercinética (muito associada à doença de Huntington)
  • Neurónio motor superior unilateral
  • Mista (geralmente espástica + flácida, mas podem existir outras combinações)

 

O que pode ser feito para minimizar as dificuldades de uma pessoa com Disartria?

  • Reduzir os ruídos de fundo durante a conversação (TV, rádio..);
  • Assegurar que as próteses dentárias (quando existem) estão adequadas e devidamente fixas;
  • Falar de frente para a pessoa;
  • Proporcionar tempo para as respostas;
  • Encorajar o uso de outras modalidades comunicativas (gesto, escrita..) para além da fala;
  • Apontar permanentemente os erros ou pedir correcções constantes não é útil.
  • Pelo facto da capacidade para compreender e usar a linguagem não estar afectada (como no caso das pessoas com afasia), a maioria das pessoas com Disartria pode ler e escrever normalmente. Por esse motivo, o uso da escrita, pode ser um recurso valioso.
  • Em casos mais graves, e em que existam também limitações motoras, pode ser utilizada uma tabela com alfabeto como indicador da(s) primeira(s) letra(s) da palavra a produzir.
  • Continuar a conversação mesmo que algumas palavras não sejam perceptíveis. A transmissão da mensagem é o mais importante! 

 

A avaliação e intervenção do Terapeuta da Fala pode ajudar a melhorar ou minimizar as alterações da comunicação provocadas pela Disartria.

 

Revisão Clínica: Inês Tello

Ilustração: Suvarna Sohoni

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Comunicação com uma pessoa com Afasia

Como minimizar as alterações da Comunicação com uma pessoa com Afasia?

Já tivemos a oportunidade de descrever a Afasia, descubra agora como pode minimizar as alterações da Comunicação associadas.

  • Fale de forma directa, digna e natural;
  • Assegure que  a sua mensagem é de fácil compreensão;
  • Faça uso de expressões faciais e gestos para reforçar aquilo que está a dizer;
  • Utilize frases curtas e dê ênfase às palavras mais importantes;
  • Privilegie as perguntas com resposta sim/não e não faça uma segunda pergunta sem ter tido a resposta à primeira;
  • Procure um lugar calmo para comunicar: evite ambientes com ruídos de pessoas, máquinas, rádio ou televisão;
  • Posicione-se ao nível da pessoa;
  • Não eleve o seu tom de voz: muitas vezes a pessoa ouve bem, tem é dificuldade em compreender tudo aquilo que lhe é dito;
  • Não permita que terceiros se intrometam na conversação;
  • Esteja receptivo aos sinais de cansaço e frustração.

E o mais importante:  Não desista da comunicação!

Revisão Clínica: Inês Tello
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Sabe o que é a Afasia?

Junho é o mês da Afasia segundo a American Heart Association e a American Stroke Association.

Imagine que subitamente não consegue falar e compreender correctamente o que lhe é dito, não consegue ler um jornal ou mesmo escrever o seu nome, mas o seu raciocínio é normal.

Quão frustrante e restritiva será a sua comunicação? Esta é a experiência de uma pessoa com afasia.

A Afasia é uma alteração de Linguagem provocada por uma lesão em áreas específicas no cérebro (p.e. devido a um AVC).

A Afasia pode afectar, de diferentes formas, a capacidade de falar, ler, escrever e compreender o que é dito mas não afecta a inteligência.

O Terapeuta da Fala desempenha um papel fundamental na reabilitação da pessoa com afasia, avaliando, diagnosticando e implementando um plano de intervenção adequado às dificuldades de cada pessoa.

Revisão Clínica: Inês Tello
Ilustração: Dwayne Bell
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Quais as fases na Lesão Cerebral Adquirida?

É importante uma intervenção adequada nas várias fases associadas à Lesão Cerebral Adquirida (resultante por exemplo de AVC ou Traumatismo Crânio Encefálico).

  1. Fase aguda: corresponde ao período em contexto hospitalar, existindo como principais objectivos o controlo do ambiente, evitando o excesso de estímulos e a desorientação da pessoa.
  2.  Fase pós-aguda: corresponde ao período em que, passado o risco para a pessoa, se deve implementar um programa de neuroreabilitação que deve ser individualizado, integral, especializado e interdisciplinar. A recuperação é diferente de pessoa para pessoa, sendo a integração num programa de reabilitação fundamental para recuperar ao máximo a funcionalidade. Durante a reabilitação a pessoa conhece as suas capacidades e limitações e aprende a utilizar estratégias para compensar as dificuldades sentidas.
  3.  Período crónico: neste período é importante trabalhar um bom programa de actividades de vida diária, assim como programas de apoio da comunicação, comportamento e emoções.
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O que é a Lesão Cerebral Adquirida?

A lesão cerebral adquirida é uma lesão no cérebro, provocada por causas externas (ex: traumatismos) ou internas (ex: AVC, tumores, infecções, anóxia ou falta de oxigénio no cérebro), que não é nem degenerativa nem congénita, com consequências relevantes a nível familiar, social e profissional.

Quais as consequências da Lesão Cerebral Adquirida?

As consequências da lesão cerebral adquirida podem ser temporárias ou permanentes, podendo afectar a pessoa de um ponto de vista:

  1. Cognitivo:
    • Atenção e concentração: dificuldade em manter-se atento na realização de uma tarefa, ou num pensamento, sendo fácil distrair-se;
    • Linguagem: dificuldades na compreensão do que é dito, ou na produção do discurso; possíveis dificuldades na leitura e na escrita e comunicação;
    • Percepção: dificuldade em organizar e compreender informação sensorial;
    • Memória: dificuldade em recordar-se de eventos passados e recentes;
    • Raciocínio lógico: dificuldade em utilizar o pensamento para resolver problemas
    • Funções executivas: dificuldade em organizar e planear as actividades, dificuldade em iniciar actividades.
  1. Emocional: depressão, alterações de humor; irritabilidade; ansiedade.
  1. Comportamental: impulsividade; agressividade; apatia; falta de iniciativa; paranoia.
  1. Físico: problemas de movimento; dificuldades na coordenação motora e equilíbrio; menor força física; lentidão nos movimentos corporais; cansaço, fadiga e perdas de energia; perda de sensações (sensibilidade ao toque, olfacto, visão); epilepsia pós-traumática

 

 

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