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Todos os Artigos na Categoria: 2. Acidente Vascular Cerebral

AVC: Como regressar ao dia-a-dia

Como regressar ao dia-a-dia após um Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma questão crucial para quem sofreu o AVC, mas também é uma aprendizagem para os familiares.

A revista VIP publicou uma entrevista à Terapeuta Ocupacional no NeuroSer, Ana Matias, que aborda a importância da ocupação e o que pode ser realizado para a promover no pós AVC.

Não perca a entrevista em versão pdf.

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Alterações Emocionais no pós-AVC

As consequências emocionais de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) variam muito de caso para caso.

A reacção imediatamente após o AVC pode não ser a mesma da reacção algumas semanas depois. Algumas pessoas ficam extremamente tristes e sentem que a sua vida, como a conheciam, deixou de existir. Outras podem ficar mais alegres. Estas reacções emocionais podem dever-se a alterações biológicas e psicológicas resultantes do AVC ou podem ser reactivas aos desafios, medos e frustrações que surgem após o AVC.

As sequelas de um AVC, sejam elas motoras ou cognitivas, representam um processo de perda. A pessoa passará por uma série de fases ao tentar adaptar-se emocionalmente a elas. Sentimentos de choque, de negação, de raiva, de tristeza e de culpa são absolutamente normais quando nos deparamos com uma mudança de vida forçada e tão drástica.

Depois do AVC, a pessoa pode ter mais dificuldade em controlar o seu humor e as suas emoções (labilidade emocional). Significa que pode chorar mais ou sem razão aparente e no momento a seguir começar a rir. A pessoa pode também passar a dizer mais palavrões, quando antes não o fazia. Problemas relacionados com a depressão são muito comuns após um AVC, nomeadamente sentimentos de tristeza, de inutilidade, de irritabilidade e alterações no padrão de sono, na alimentação e no pensamento.

As alterações emocionais podem interferir com o potencial de reabilitação no momento crítico de plasticidade cerebral. Sentimentos de frustração, de apatia e mesmo depressão podem condicionar a motivação para realizar as sessões terapêuticas (ex: fisioterapia ou terapia da fala).

Sem dúvida que pode ser muito difícil lidar com as emoções que surgem após um AVC, mas o não reconhecimento dessas emoções pode ser muito prejudicial.”

Lidar com a frustração de ter perdido capacidades é extremamente difícil, mas se esta frustração não for bem gerida, pode acumular-se e tornar a pessoa mais irritável e, por isso, dificultar a sua convivência com os outros. No limite, pode levar a sentimentos de raiva e comportamentos de agressividade.

“Estas mudanças emocionais podem parecer irreversíveis, mas a maior parte das vezes não o são.”

Sentir-se mais em baixo, ansioso ou enraivecido é normal, especialmente nos primeiros seis meses após o AVC. Regra geral, com o passar do tempo, a pessoa vai-se adaptando melhor. Mesmo que estes sentimentos nunca desapareçam completamente, é possível que passe a ser mais fácil conviver com eles.

Existem vários tipos de intervenção que podem ajudar a lidar com as alterações emocionais pós-AVC. O médico poderá explicar-lhe que tipo de soluções existem. Falar sobre os seus sentimentos pode ajudar a lidar com eles de forma mais eficaz. Por exemplo, a consulta de psicologia dá-lhe tempo e espaço para desabafar e trabalhar estes sentimentos complexos com um especialista.

Também a medicação pode ter um papel importante na gestão destas alterações emocionais. Os anti-depressivos, por exemplo, interferem com os neurotransmissores que estão em falta no cérebro e melhoram o humor. No entanto, é de referir que esta medicação não “cura” os problemas emocionais, apenas ajuda a aligeirar os sintomas. Também não tem o efeito desejado em todas as pessoas e pode ter efeitos secundários. Assim, se esta for uma solução recomendada pelo seu médico e se quiser aceitá-la, terá que estar disposto a trabalhar em conjunto com ele e eventualmente fazer alguns ajustes para encontrar a medicação que funciona melhor para si.

Independentemente destas intervenções, há algumas estratégias que pode adoptar para tentar aliviar o sofrimento:

  • Encontre pessoas que compreendem verdadeiramente aquilo que está a sentir (ex: grupos de apoio, como os que existem no Portugal AVC);
  • Procure fazer exercício físico (adaptado às seus capacidades motoras);
  • Participe em actividades que lhe dêem prazer;
  • Congratule-se pelos pequenos ganhos obtidos no seu percurso de reabilitação;
  • Aprenda a olhar para e a “falar” consigo de uma forma mais positiva;
  • Peça ajuda aos seus profissionais de saúde;
  • Descanse e mantenha uma rotina de sono saudável, se possível, pois o AVC pode levar a que se canse mais facilmente.

Revisão Clínica: Margarida Rebolo (neuropsicóloga)

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Ajudas para a Comunicação

O que são produtos de apoio?

Produtos de apoio  são “qualquer produto (incluindo dispositivos, equipamento, instrumentos, tecnologia e software) especialmente produzido ou geralmente disponível, para prevenir, compensar, monitorizar, aliviar ou neutralizar as incapacidades, limitações das actividades e restrições na participação”.

Fonte: Classificação ISO9999:2007

O que são produtos de apoio à Comunicação?

São todas os recursos que podem ajudar a pessoa a comunicar, com os outros, de uma forma mais eficaz.

Para quem podem ser importantes?

Para muitas pessoas com lesão cerebral (por exemplo, AVC) ou doenças neurodegenerativas, como é o caso da Demência, que podem apresentar alterações graves na capacidade em falar com os que o rodeiam.

Em muitos casos, existem estratégias e ajudas técnicas que podem ajudar a tornar a comunicação mais fácil. A sua escolha depende das dificuldades e capacidades da pessoa e, por isso, são sempre ajustadas a cada caso.

Habitualmente, a avaliação inicial é efectuada por um terapeuta da fala e pode integrar também a informação da equipa alargada, nomeadamente, da terapia ocupacional e da fisioterapia.

A escolha do produto de apoio à comunicação vai sempre depender das capacidades, dificuldades , contexto social e motivação de cada pessoa e pode variar ao longo do tempo. O produto de apoio deve ser capaz de acompanhar a evolução das condições do utilizador.

Os produtos de apoio à comunicação mais simples são constituídos por um suporte físico onde são colocados símbolos ou imagens que a pessoa escolhe directamente ou ajuda do seu interlocutor.

Exemplo de Livro de Comunicação

Exemplo de Livro de Comunicação

Adicionalmente, existe um crescimento exponencial dos programas ou aplicações digitais que permitem transformar texto em fala (a chamada fala sintetizada), utilizar fotografias, símbolos ou outros recursos adaptados às necessidades de comunicação de cada pessoa.

Exemplos de softwares de comunicação em diferentes equipamentos.

Exemplos de softwares de comunicação em diferentes equipamentos.

Paralelamente, têm sido criados diversos produtos de apoio para a comunicação em contexto hospitalar, de que são exemplo, os quadros de comunicação específicos e escalas de dor adaptadas.

Exemplo de tabela de comunicação usada em meio hospitalar (Vidatak E-Z Board)

Exemplo de tabela de comunicação usada em meio hospitalar (Vidatak E-Z Board)

 

Nunca é demais recordar que, o familiar/cuidador, deve dar tempo à pessoa para responder, uma vez que a comunicação com estes recursos é mais lenta.

O mais importante é mesmo nunca desistir!

 

Revisão Clínica: Inês Tello Rodrigues

 

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Dicas para facilitar os cuidados básicos

Numa fase inicial após o AVC é necessário dar um maior apoio durante os cuidados básicos, dado a diminuição da independência e funcionalidade da pessoa. No entanto, devemos evitar realizar tudo pela pessoa, é fundamental envolve-la na actividade e pedir sempre a sua colaboração mesmo que seja pouca, pois caso contrário estaremos a limitá-la involuntariamente.

O auxílio durante os cuidados básicos deverá ser realizado tendo em conta as capacidades da pessoa, o respeito pela sua privacidade, a promoção da sua autonomia e independência, valorizando os pequenos ganhos e tendo sempre uma escuta activa.

Higiene pessoal

  • Mantenha a rotina: tente realizar o banho na hora que a pessoa estava habituada a fazê-lo e com os produtos que esta gostava;
  • Prepare previamente a actividade: aquecendo o espaço, colocando o que vai precisar facilmente acessível (champô/sabonete, toalha);
  • Promova a sua segurança e o seu conforto: poderá ser necessário realizar adaptações (ex: barras de apoio, cadeira de banho, tapete anti-derrapante), procure ajuda junto do Fisioterapeuta que acompanha a pessoa. Tenha em conta a temperatura, profundidade e pressão da água, para que seja um momento agradável;
  • Procure explicar à pessoa o que vai acontecer: passo a passo, de forma simples e de fácil compreensão, para facilitar a sua colaboração e esta se sentir envolvida;
  • Privilegie a colaboração da pessoa: poderá orientar/preparar a tarefa e caso seja necessário auxiliar a pessoa, mas pedindo sempre a sua colaboração;
  • Respeite a dignidade da pessoa e a sua privacidade: lembre-se que é uma tarefa íntima, seja flexível durante a mesma;
  • Dê especial atenção à sua pele: é muito importante manter a pele limpa e bem seca, principalmente nas dobras e nos vincos da pele. No caso de a pessoa ter alterações da pele, informe-se junto dos profissionais de saúde que acompanham que cuidados especiais tem de ter;
  • Assegure a correcta higiene das zonas íntimas: para evitar possíveis infeções urinárias ou outros problemas;
  • Não se esqueça da higiene oral: poderá utilizar uma escova de dentes suave ou uma compressa húmida, dependendo dos casos. No caso de a pessoa ter uma prótese dentária, é necessário realizar a sua higiene também;
  • Dê sempre um feedback positivo: durante e após a realização da tarefa, melhorando a sua confiança e auto-estima.

Vestir

  • Deixe a pessoa escolher a sua roupa: caso seja possível, devemos incentivar a que a pessoa use roupa confortável do seu dia-a-dia e evitar ficar de pijama durante o dia todo;
  • Prepare previamente a actividade: esquematize a roupa pela ordem que esta deve ser vestida e oriente ou exemplifique como a pessoa deve fazer;
  • Promova o seu conforto: é importante escolher roupas confortáveis, fáceis de vestir, de textura macia e elástica, a fim de potenciar a independência e favorecer a mobilidade e o bem-estar da pessoa;
  • Procure que utilize um calçado adequado: deve ser justo, confortável, leve, fechado, anti-derrapante e privilegie o velcro em vez dos atacadores, para facilitar a sua autonomia;
  • Dê tempo: é importante dar-lhe tempo suficiente para se vestir, tentando não dar importância aos erros e tranquilizá-la caso não consiga. Lembre-se de dar sempre um feebback positivo durante a realização da tarefa;
  • Simplifique o processo de maquilhar: a maquilhagem faz parte da rotina de muitas senhoras e será importante manter. Esta esta tarefa pode ser simplificada, auxiliando a manter o seu interesse e a sua auto-estima;
  • Como devo vestir/despir uma camisola ou um casaco? Numa fase inicial, poderá ser um auxílio a pessoa vestir um número acima do seu, de maneira a que facilite o acto de vestir/despir, dado a pessoa ter menos mobilidade para o fazer. Devemos vestir primeiro o membro mais afectado e despi-lo em último lugar.

Comer e Beber

É fundamental manter uma correcta e equilibrada nutrição para manter o corpo forte e saudável, pois devido à diminuição de mobilidade a pessoa poderá ter tendência para engordar, o que dificultará a sua mobilidade e aumentará a exigência nos cuidados prestados.

  • Privilegie a independência da pessoa: é importante encorajar a pessoa a fazer por si, auxiliando no que for necessário ou exemplificando a tarefa, mas privilegiando sempre a sua autonomia;
  • Procure variar a alimentação: procure realizar uma alimentação variada, privilegiando os vegetais, a fruta, os alimentos com baixo teor em gordura e de proteína magra, evitando os açúcares. Privilegie também os seus gostos e hábitos saudáveis;
  • Promova uma boa hidratação e alimentação: são essenciais para a manutenção e recuperação do estado de saúde da pessoa;
  • Esteja atento a sinais de engasgamento: as dificuldades em deglutir poderão provocar um engasgamento. Evite dar alimentos de difícil mastigação e encoraje a pessoa a adquirir uma postura correcta durante a refeição (sentada com o tronco direito e cabeça ligeiramente para a frente). Verifique durante e após a refeição o conteúdo da boca da pessoa para perceber se engoliu os alimentos. Procure ajuda junto de um terapeuta da fala se existirem dificuldades na deglutição.
  • Verifique sempre a temperatura da comida: a pessoa poderá não conseguir distinguir se está frio ou quente, por isso verifique sempre antes de dar a refeição;
  • Adapte os utensílios e a sua disposição: procure utilizar utensílios de fácil manuseamento, para facilitar a autonomia da pessoa. Existem várias ajudas técnicas neste sentido e poderá informar-se das mesmas junto do Terapeuta da Fala;
  • Procure dar a refeição num ambiente calmo e familiar: sempre que possível a refeição deverá continuar a ser um momento de convívio familiar, mesmo que seja necessário realizar algumas adaptações;
  • Procure tornar a refeição um momento agradável: é importante tomar a refeição com a pessoa, de forma a encorajá-la a realizar a mesma e promover a socialização e inclusão;
  • Seja flexível: não se preocupe demasiado com as maneiras correctas e a limpeza, pois isso poderá levar a que a pessoa não queira repetir e associa a refeição a um momento desagradável. Lembre-se de dar tempo e de fazer refeições mais pequenas e frequentes, fazendo do almoço a refeição principal, a fim de evitar uma indigestão à noite;
  • Perda de apetite ou perda de peso: caso aconteça será importante informar o seu médico.

Todas estas estratégias pretendem facilitar as actividades de vida diária, no entanto será importante previamente discuti-las com os profissionais de saúde da área, de modo a que sejam adaptadas à pessoa, à sua funcionalidade, ao seu contexto e às suas necessidades.

Revisão Clínica: Mariana Mateus

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Exercício Físico após um AVC

O exercício físico tem um impacto crucial na saúde, promovendo o bem-estar físico e mental.

Após um AVC a realização de exercício físico tem de ser adaptado tendo em conta a situação clínica, as capacidades motoras, a tolerância ao esforço, as dificuldades e as preferências da pessoa. É fundamental promover a sua contínua mobilidade, a fim de potenciar a sua funcionalidade e independência.

Quando a pessoa está a realizar um programa de reabilitação, muitas vezes é dado à pessoa e à família um plano de exercícios adaptado a cada caso para complementar a intervenção realizada no domicílio.

No entanto, dado que um AVC tem um forte impacto na funcionalidade da pessoa, nem sempre é fácil a sua adesão a um programa de exercícios.

Por isso aqui ficam algumas dicas para os familiares/cuidadores, que procuram auxiliar a adesão da pessoa:

  • Aconselhe-se com os profissionais da área sobre os riscos e o plano de exercício que deve adoptar: é importante confirmar com o seu médico que não existem riscos para a prática do exercício físico. Depois questione o seu fisioterapeuta sobre o tipo, frequência e duração dos exercícios adequados face à pessoa. Normalmente são os próprios fisioterapeutas que elaboram um plano para a pessoa realizar no domicílio. Este plano é explicado e ensinado à pessoa e ao seu cuidador/familiar, a fim de facilitar a sua realização.
  • Procure auxiliar na execução/compreensão dos exercícios: se a pessoa tiver dificuldades procure auxiliar, tal como o fisioterapeuta recomendou, evite forçar ou obrigar. Se a pessoa não perceber o que tem de fazer, poderá demonstrar a actividade ou explicá-la de forma clara, dando pistas escritas ou visuais.
  • Realize os exercícios num ambiente tranquilo, familiar e que seja do agrado da pessoa: evite ambientes com ruídos ou distracções que poderão comprometer a concentração e adesão da pessoa ao exercício;
  • Seja um participante activo e faça a actividade em conjunto com a pessoa: é um dos principais factores de adesão e motivação para a pessoa, sentir que o seu cuidador/familiar participa nas suas actividades.

  • Realize os exercícios de forma regular: é importante a prática regular, de acordo com as indicações dadas pelo fisioterapeuta, para promover a motivação e os benefícios a longo prazo.
  • Limite a duração da actividade à que lhe foi recomendada: um erro comum é os familiares/cuidadores/pessoa pensarem que quanto mais fizeram, mais rápido vão recuperar. Esta relação não é tão directa como parece, pois é fundamental respeitar/ter períodos de descanso entre as actividades, para que o corpo se possa adaptar aos estímulos e cansaço a que foi sujeito. Para além disso é fundamental adaptar a actividade física à capacidade cardiovascular (tolerância ao esforço), a fim de evitar complicações decorrentes.
  • Esteja atento à pessoa: procure perceber como a pessoa se sente ao realizar os exercícios propostos (presença de dores, cansaço, mal-estar), de modo a que se for necessário os exercícios sejam novamente readaptados à pessoa.
  • Dê um feedback positivo: um erro comum é estar sempre a realçar o que a pessoa fez mal, que leva a que esta se sinta frustrada e triste por constatar as suas dificuldades. Devemos corrigir a pessoa, mas de uma forma construtiva, dando um feedback positivo e realçando as conquistas alcançadas, pois irá promover a sua auto-estima e adesão aos exercícios.

  • Tenha em conta a alimentação e a hidratação: é fundamental realizar uma alimentação nutritiva e ingerir água durante e após o exercício físico ou nos momentos de pausa durante o mesmo.

O NeuroSer quer dar mais um passo no sentido de ajudar os familiares e cuidadores a lidar com as dificuldades motoras e a reduzir a sobrecarga que está associada à prestação de cuidados a pessoas que sofreram um AVC. Nesse sentido, a primeira das Sessões Práticas e Informativas sobre AVC abordará as “Alterações Motoras”, onde existirá a oportunidade de identificar as principais alterações motoras no p+os AVC e adquirir estratégias para com elas lidar. Consulte aqui os objectivos da sessão.

Revisão Clínica: Mariana Mateus

 

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A importância de um correcto posicionamento após um AVC

Após um AVC muitas são as alterações que ocorrem, que requerem um aumento dos cuidados e uma adaptação do dia-a-dia da pessoa.

Um dos factores a ter em conta é a promoção de um correcto posicionamento da pessoa ao longo do seu dia, sendo que este tema tem uma maior importância nas pessoas com uma diminuição acentuada da autonomia e funcionalidade.

Um correcto posicionamento:

  • previne o surgimento de complicações motoras (encurtamentos musculares, diminuição da amplitude de movimento, entre outros)
  • previne a alteração na integridade da pele (zonas de pressão)
  • promove o conforto e o bem-estar da pessoa.

Para além disso, tem também um impacto crucial na capacidade da pessoa comunicar e realizar uma determinada tarefa, facilitando muitas vezes a sua funcionalidade e comunicação.

Para promover um correcto posicionamento:

  • Aconselhe-se sobre o tipo de posicionamento: deve consultar o profissional de saúde da área (fisioterapeuta), para que este possa em conjunto consigo seleccionar o posicionamento adequado tendo em conta o grau de dependência, as capacidades motoras da pessoa, as limitações articulares, a presença de dores e a preferência da pessoa.
  • Treine com os profissionais de saúde da área: é importante o treino prévio com o profissional de saúde (fisioterapeuta) que acompanha a pessoa para que este possa ensinar, treinar e auxiliar
  • Posicione o equipamento: poderá ser necessário utilizar, por exemplo, almofadas, sendo por isso importante ter o material necessário perto de si. No entanto, é importante balancear entre o conforto extremo e a capacidade de a pessoa se conseguir mover.
  • Utilize movimentos seguros e suaves: no caso de ter de posicionar a pessoa, lembre-se de utilizar uma pega segura e suave, é importante não agarrar, mas sim suportar, não pressionando os dedos em garra ou pinça. Quando mover a pessoa evite arrastar o corpo sobre a superfície, tendo em conta a integridade da sua pele e o seu bem-estar.
  • Promova a sua segurança e o seu conforto: procure manter sempre um correcto alinhamento da coluna vertebral, mas também das restantes articulações, facilitando assim a sua mobilidade, diminuindo o risco de queda, de lesões cutâneas ou de magoar certas zonas do corpo.
  • Procure explicar à pessoa: é importante explicar, caso a pessoa compreenda, a importância de estar bem posicionada. Se for necessário auxiliar, explique à pessoa previamente, pois irá melhorar a sua colaboração, reduzir a sua ansiedade/medo e promover uma maior sintonia entre a pessoa e o cuidador/familiar.
  • Privilegie sempre a colaboração da pessoa: poderá orientar/preparar a tarefa e caso seja necessário auxiliar a pessoa, mas pedindo sempre a sua colaboração, de forma a promover a sua funcionalidade/ independência.
  • Posicionamento do familiar/cuidador: é fundamental o correcto posicionamento do familiar/cuidador que está a posicionar a pessoa, a fim de facilitar e promover a segurança durante a sua realização e evitar possíveis lesões durante a mesma.

Todas estas estratégias pretendem facilitar um correcto posicionamento, no entanto, será importante previamente discuti-las com os profissionais de saúde da área, de modo a que sejam adaptadas à pessoa, à sua condição clínica, à sua funcionalidade e às suas dificuldades.

Revisão Clínica: Mariana Mateus

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Estimulação magnética transcraniana nas doenças do cérebro

Com o aumento da esperança média de vida, aumenta também a comorbilidade de patologias associadas ao envelhecimento e a consequente busca por novas terapias e abordagens de tratamento das doenças do cérebro. Neste contexto específico, as técnicas de neuromodulação, onde se enquadra a Estimulação Magnética Transcraniana (TMS – sigla inglesa), têm tido avanços promissores e suscitado grande interesse por parte da comunidade científica pelo seu potencial terapêutico, nomeadamente após um AVC.

A  TMS é considerada uma técnica de neuromodulação não invasiva porque não implica nenhum procedimento doloroso nem envolve instrumentos que rompam as barreiras naturais do corpo humano.

Esta técnica é baseada no princípio da indução electromagnética, ou seja, um pulso de corrente electromagnética passa por uma bobine, colocada sobre a cabeça da pessoa e induz um campo eléctrico no cérebro.

A TMS modifica a excitabilidade entre os neurónios e activa diferentes estruturas do cérebro ao longo de conecções específicas.

A utilização clínica da TMS obedece a normas éticas e a procedimentos bem estabelecidos  que minimizam quaisquer riscos e fazem com seja considerada uma técnica segura para a modulação não-invasiva de regiões corticais.

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Diversos estudos  demonstraram que a técnica pode ser útil para várias condições neurológicas (por exemplo, Acidente Vascular Cerebral) e condições psiquiátricas (como a depressão major ou alucinações auditivas). No entanto, não se trata de uma cura mas sim de uma intervenção complementar cuja plena potencialidade ainda está a ser investigada.  Novos estudos estão a ser desenvolvidos e espera-se que em breve a sua aplicação possa ser realizada em estudos clínicos com um largo número de pessoas e testando a sua eficácia a longo prazo.

Revisão Clínica: Inês Tello

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A fadiga associada ao AVC

A fadiga é um dos efeitos mais comuns após um AVC, sendo um pouco diferente da fadiga que sentimos normalmente e que pode ter várias causas, como por exemplo, um dia muito cansativo.

Após o AVC as pessoas sentem uma diminuição de energia ou de força muscular, tendo uma sensação de cansaço constante, o que poderá influenciar a sua participação no seu processo de reabilitação, nas suas actividades do dia-a-dia, afectando assim a sua qualidade de vida.

Incidência

A fadiga é muitas vezes relatada pelas pessoas com AVC como o seu principal problema, podendo surgir logo após o AVC e manter-se por um curto ou longo período de tempo.

O seu aparecimento não está directamente relacionado com o tipo ou a gravidade do AVC, variando de caso para caso.

Causa

Não existe uma causa concreta para o aparecimento da fadiga e, por isso, algumas pessoas com AVC podem sentir e outras não.

No entanto, pensa-se que os factores físicos e emocionais que surgem após o AVC contribuem para o aparecimento da sensação de fadiga.

Fadiga vs. tempo de evolução pós-AVC

Numa fase inicial após o AVC, a reabilitação é intensiva, consumindo a maior parte da energia da pessoa, sendo muito comum a pessoa sentir-se cansada.

Ao longo do tempo, as alterações motoras associadas ao AVC levam a que a pessoa altere a forma como realiza as suas actividades de vida diária, consumindo energias diferentes. Estas alterações levam a que a pessoa se sinta mais cansada a realizar uma determinada tarefa, comparativamente com o período anterior ao AVC.

Fadiga vs. alterações emocionais

O aparecimento de sintomatologia depressiva ou ansiedade são comuns após um AVC. Muitas das pessoas que têm fadiga, sentem-se também deprimidas ou ansiosas.

É por isso importante estar atento às alterações emocionais que possam surgir e informar ao seu médico.

Fadiga vs. outros factores associados

Os problemas do sono (ex: insónias) ou perturbações do sono (ex: apneia do sono), problemas na alimentação, presença de anemia ou diabetes, poderão também contribuir para o surgimento da fadiga.

Alguns medicamentos poderão também ter como efeito secundário a fadiga, sendo importante informar-se com o seu médico dos mesmos.

Tratamento da Fadiga

Não existe nenhum medicamento específico para o tratamento da fadiga, no entanto, é importante conhecer algumas estratégias para lidar com a mesma:

  • Informe o seu médico da situação: para que este o possa auxiliar a lidar com a fadiga e apurar possíveis causas para o seu surgimento.
  • Lembre-se que é um problema comum: pode acontecer a qualquer pessoa após um AVC e não é culpa sua.
  • Partilhe com os seus familiares e amigos o que sente: muitas vezes as pessoas em seu redor não percebem o que está a sentir. Partilhe para que estes o compreendam e consigam ajudar a lidar com este problema.
  • Realize exercício físico regular: é importante manter a actividade física, tanto num contexto de intervenção, como no domicílio, pois irá auxiliar a lidar/diminuir o cansaço sentido. Lembre-se que o exercício deverá ser adaptado às suas capacidades motoras e limitações funcionais.
  • Tenha em conta a alimentação e o sono: é fundamental realizar uma alimentação nutritiva e promover a rotina do sono.
  • Procure ajuda: a fadiga poderá ser um problema perturbador e inquietante, procure ajuda e apoio junto da equipa de reabilitação que o está a acompanhar.
  • Dê tempo ao tempo: lembre-se que este problema poderá perdurar ao longo do tempo, dificultando a realização das actividades de vida diária, sendo fundamental momentos de descanso entre as mesmas e realizá-las com tempo, tendo em conta as suas limitações funcionais e capacidades motoras.
  • Festeje as suas vitórias: o processo de recuperação após um AVC é intensivo e muitas vezes de longa duração, levando por vezes à frustração e desânimo. Lembre-se por isso de festejar cada conquista alcançada.

Revisão Clínica: Mariana Mateus

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Alterações cognitivas pós-AVC

O Acidente Vascular-Cerebral (AVC) é uma condição neurológica súbita que afecta uma área particular do cérebro, levando à perda de função dependente dessa mesma área. É um dos problemas neurológicos agudos mais comuns e uma das causas mais frequentes de internamento hospitalar.

Quais as alterações cognitivas que podem surgir após um AVC?

A maioria dos AVCs resultam em algum tipo de alteração a nível cognitivo. O padrão de alterações cognitivas depende essencialmente da área lesada. Como sabemos, o nosso cérebro recruta áreas difusas e coordena-as de forma integrada para realizar uma tarefa. No entanto, existe alguma especialização funcional no cérebro. Quer isto dizer que algumas áreas têm um papel mais importante na integridade de determinadas funções cognitivas. Por exemplo, a maior parte das pessoas têm as funções linguísticas lateralizadas à esquerda no cérebro. Mais especificamente, o lobo temporal esquerdo tem um papel muito importante na linguagem.

De forma geral, após um AVC podemos observar alterações em vários domínios cognitivos e que se podem associar a uma diminuição da funcionalidade dos doentes.

  • Capacidade atencional

O nosso cérebro recebe uma quantidade enorme de informação a cada segundo. Para nos concentrarmos numa determinada tarefa, o cérebro tem que diferenciar a informação mais relevante da menos relevante, tendo em conta o nosso objectivo final.

A grande maioria das pessoas que sofrem um AVC experienciam dificuldades de concentração, especialmente na fase aguda. A concentração é uma capacidade essencial pois dela dependem uma série de outras funções nervosas mais “sofisticadas”. Se não conseguirmos focar a atenção na informação relevante, não iremos conseguir processá-la, codificá-la nem consolidá-la de maneira a utilizá-la no futuro.

A nível funcional:

  • A pessoa pode não ser capaz de filtrar a informação que a rodeia, dificultando a comunicação inter-pessoal num ambiente mais ruidoso
  • Pode também ser difícil manter-se focado numa única tarefa (ex: ler um livro ou ver televisão)
  • Também pode ser um desafio transferir a atenção de uma tarefa para a outra, pelo que, se for interrompida, a pessoa pode não conseguir retomar a tarefa que estava a executar
  • A pessoa pode não conseguir dividir facilmente a atenção entre duas ou mais tarefas (ex: não conseguir tirar um café com sucesso enquanto fala com alguém)
  • Finalmente, a pessoa que sofre um AVC pode passar a processar a informação mais lentamente, levando, por exemplo, a que não consiga acompanhar um discurso muito rápido.

Após um AVC no lado direito do cérebro, também é possível que a pessoa não repare em objectos que estão do seu lado esquerdo ou que não preste atenção a metade do seu corpo (ex: não fazer a barba ou não se maquilhar do lado esquerdo da cara) e que apenas coma alimentos apresentados do lado direito do prato. Estes sintomas podem ser muito óbvios para outros mas a própria pessoa não se vai aperceber até alguém chamar a atenção para a sua dificuldade.

  • Memória

É muito comum surgirem problemas de memória após um AVC, particularmente nas primeiras semanas/meses. Não obstante, alguns destes problemas podem ser explicados pela dificuldade de concentração já referida.

A pessoa pode ter dificuldade em lembrar-se de informação que acabou de lhe ser comunicada ou daquilo que ia fazer. Pode também esquecer-se de datas importantes (ex: consultas médicas), do sítio onde colocou um determinado objecto, do nome de uma pessoa ou daquilo que esta lhe disse da última vez que a viu.

  • Funções executivas

As alterações do funcionamento executivo também são comuns após um AVC. As funções executivas permitem-nos planear, monitorizar e executar tarefas, resolver problemas e tomar decisões. Também nos permitem adaptar a nossa resposta em função das contingências do meio.

A nível funcional:

  • A pessoa que sofre um AVC pode não ser capaz de planear e executar com sucesso a confecção de uma refeição ou simplesmente não conseguir mudar o canal da televisão
  • Pode também ter uma diminuição da iniciativa para fazer determinadas tarefas (ex: só tomar banho quando alguém lhe diz para o fazer) ou precisar de pistas de ajuda ao longo da tarefa
  • Pode ser mais difícil interpretar expressões faciais ou a linguagem corporal ou colocar-se na perspectiva do outro, limitando assim o funcionamento social.
  • Capacidade práxica

Cada vez que nos movimentamos, o nosso cérebro tem que planear os movimentos a executar e garantir uma sequenciação correcta dos mesmos para alcançarmos o nosso objectivo. Um AVC pode comprometer a capacidade para executar movimentos sobreaprendidos (ex: vestir, fazer chá, preparar uma refeição), mesmo na ausência de défices motores – apraxia.

Em termos funcionais a pessoa pode não conseguir realizar uma tarefa por comando verbal (não justificado por alterações motoras), apesar de compreender perfeitamente o que lhe está a ser solicitado. Aqui a dificuldade está no planeamento do movimento, pelo que a pessoa pode não ser capaz de fazer o gesto de “dizer adeus” por comando verbal, mas ser capaz de o fazer espontaneamente quando alguém se vai embora. Neste último caso, trata-se de um comportamento que pode ser considerado mais automático e que não implica um nível de pensamento tão sofisticado. Estas dificuldades podem ser facilmente confundíveis com defeitos puramente motores (ex: por diminuição de força), mas os clínicos dispõem de instrumentos que lhes permitem distinguir as duas condições.

  • Capacidade visuo-perceptiva

Após um AVC, a pessoa pode não conseguir avaliar certas características dos objectos (ex: profundidade, tamanho, volume, orientação). Pode também não conseguir avaliar a distância a que se encontra de um obstáculo ou a altura de um degrau.

Pode também ser difícil identificar um prato branco sobre uma toalha branca ou interagir com os objectos com sucesso (ex: tapar um recipiente).

  • Gnosia (reconhecimento)

Depois de um AVC, a pessoa pode não conseguir reconhecer um objecto visualmente, pelo toque ou pelo som. Este fenómeno recebe o nome de agnosia. A agnosia geralmente é especifica para uma modalidade sensorial, ou seja, a pessoa pode não conseguir reconhecer o objecto visualmente, mas não ter essa dificuldade quando toca nele.

Podem ainda surgir alterações noutros domínios cognitivos e também não podemos esquecer as alterações da comunicação que são tão frequentes nesta doença neurológica e tão incapacitantes para os doentes e familiares.

Para além disso, as alterações motoras também são muito comuns nos AVCs e contribuem para aumentar a dependência de terceiros. Por isso, o trabalho multidisciplinar é essencial para prestar os melhores cuidados de saúde possíveis a pessoas com AVC.

 Revisão Clínica: Margarida Rebolo

O NeuroSer quer dar mais um passo no sentido de ajudar os familiares e cuidadores de pessoas que sofreram um AVC. Nesse sentido, a terceira das Sessões Práticas e Informativas sobre AVC abordará as “Alterações Cognitivas, Comportamentais e Emocionais”, onde existirá a oportunidade de identificar as principais alterações pós AVC e adquirir estratégias para com elas lidar. Consulte aqui os objectivos da sessão.

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Dor após um Acidente Vascular Cerebral (AVC)

 A dor define-se como uma experiência emocional e sensorial geralmente desagradável, associada a uma lesão tecidular real ou potencial, ou descrita em termos dessa lesão.

A dor é um problema comum nas pessoas que sofreram um AVC (11% a 55% dos casos) e que deve ser valorizado.

Ombro doloroso

O ombro doloroso surge em cerca de 11% a 14% dos casos pós-AVC e afecta normalmente o membro superior (braço) mais afectado. Poderá resultar de duas situações: ombro congelado ou sub-luxação do ombro.

Nestas situações um correcto posicionamento do membro é vital para reduzir a pressão realizada sobre as estruturas cápsulo-ligamentares, evitar o surgimento de uma situação de ombro congelado ou sub-luxação e permitir a manutenção da mobilidade do membro superior.

Dor central pós-AVC

A dor central afecta cerca de 12% dos casos pós-AVC e é uma forma de dor neuropática que resulta de uma lesão primária ou uma disfunção do sistema nervoso central após o AVC.

É descrita pelas pessoas como uma sensação de queimadura gelada, dor latejante e com “vida própria”, sendo que se exacerba face a situações de stress físico ou emocional. Algumas pessoas tem a sensação de formigueiro e dormências nas áreas de dor.

Este tipo de dor poderá surgir logo após o AVC ou meses mais tarde e ocorre normalmente no hemicorpo mais afectado, sendo a sua localização variável de caso para caso.

Dor vs. Espasticidade

A dor encontra-se também relacionada com a presença de espasticidade, pelo aumento do tónus muscular, que pode dificultar a mobilização das partes do corpo afectadas. Para além disso a espasticidade provoca uma tensão e contração anormal dos músculos, podendo causar espasmos dolorosos.

É por isso fundamental o tratamento da espasticidade, a fim de evitar o surgimento de contraturas, a diminuição/impossibilidade da mobilidade dos membros afectados e o surgimento de dor associada a estas alterações.

Outras condições dolorosas

Como outras condições dolorosas podemos mencionar a dor nas mãos associada ao edema presente, sendo que este tipo de dor surge normalmente nos casos em que existe uma diminuição ou incapacidade para mover a mão.

A dor de cabeça poderá estar presente, podendo surgir associada ao stress, depressão, dificuldade em dormir ou ser provocada por um efeito secundário da medicação. É por isso importante nestes casos informar o seu médico.

Tratamento

A dor pode persistir por um longo período de tempo após o AVC, influenciando o bem-estar da pessoa, sendo por isso importante o seu tratamento.

  • Tratamento Farmacológico: contacte o seu médico para que este possa ajudar na prescrição de medicamentos adequados à sintomatologia dolorosa.
  • Tratamento Não-Farmacológico: a fisioterapia constitui uma das abordagens que tem efeitos benéficos e eficazes no tratamento da dor e promoção do bem-estar.

Revisão Clínica: Mariana Mateus

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