Centro de Diagnóstico e Terapias: Alzheimer e Outras Patologias

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COZINHAR DEPOIS DO AVC (5 DICAS)

Um Acidente Vascular Cerebral (AVC) é um evento repentino e que pode levar a alterações drásticas. Estas alterações vão implicar não só a própria pessoa, mas também toda a sua família, sendo que poderá traduzir-se em dificuldades no dia-a-dia e em momentos específicos e importantes para a família, tais como o Natal. Nesta época festiva, uma das actividades mais tradicionais é a culinária, quer seja através da preparação da ceia de Natal quer dos doces típicos. Assim sendo, sugerimos cinco dicas para facilitar o seu envolvimento nesta época festiva:

  1. Planeie a actividade atempadamente

Esta etapa inclui não só ponderar a receita que vai realizar, mas também os ingredientes e utensílios, o tempo de duração, as exigências motoras e cognitivas associadas, o local onde vai realizar, entre outros. Assim poderá precaver a ocorrência de algumas dificuldades e planear estratégias ou produtos que auxiliem o seu desempenho.

  1. Prepare o ambiente

Prepare não apenas o ambiente físico, mas também o social. Isto significa que deve preparar a cozinha, os utensílios, a bancada, uma possível cadeira para descansar, mas também um ambiente social calmo e que não leve à frustração e stress

  1. Peça aconselhamento a um profissional de saúde

É importante que peça aconselhamento ao profissional de saúde que o acompanha, uma vez que este poderá sugerir-lhe estratégias, dicas e/ou produtos que facilitem a actividade de culinária.

  1. Divida a receita em várias etapas

Para prevenir momentos de cansaço, aconselhamos a dividir as receitas em tarefas e aproveitar estes intervalos para descansar.

  1. Tenha em atenção a sua segurança

Acima de tudo, garanta que as suas actividades são realizadas em segurança. É importante garantir que a utilização de facas ou outros objectos afiados não serão um risco, bem como estar atento a superfícies quentes.

Revisão: Ana Matias – Terapeuta Ocupacional

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Parkinson: Sessões Práticas e Informativas

O NeuroSer irá iniciar um novo ciclo de sessões práticas e informativas sobre Doença de Parkinson com o objectivo de que as pessoas, famílias, amigos e cuidadores se informem junto de terapeutas sobre aspectos que muitas vezes as preocupam, com a partilha de estratégias facilitadoras e de experiências.

Pode inscrever-se apenas numa ou mais do que uma sessão através do e-mail info@neuroser.pt ou ligando para 217506010.

Veja o programa e não deixe de se inscrever e de assegurar a sua vaga (os lugares são limitados).

Programa Parkinson 2018

Aceda aqui ao Programa em versão pdf

O custo por sessão é de €10 (existem condições especiais para residentes nas Freguesias do Lumiar e de Carnide, para associados do Comércio de Telheiras e para beneficiários dos Serviços Sociais da Caixa Geral de Depósitos).

Fique atento a informações mais concretas sobre cada uma das sessões!

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Reabilitação Neuropsicológica no pós-AVC

A reabilitação neuropsicológica tem um papel importante na recuperação da função cognitiva  mas também na normalização da dimensão emocional e comportamental após um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Um plano de reabilitação neuropsicológica tem início com uma avaliação neuropsicológica que ajuda a identificar as sequelas cognitivas e emocionais do AVC e que permite definir o potencial de reabilitação. Fazendo sentido intervir, definem-se os objectivos específicos da intervenção em conjunto com a pessoa e com a família. A eficácia do plano é avaliada em função do cumprimento ou não dos objectivos inicialmente propostos.

Quando se conclui que existe potencial de restituição da função afectada (por exemplo, da memória ou da concentração), pretende-se estimulá-la até que esta melhore. A estimulação cognitiva pode englobar técnicas de natureza variada, nomeadamente o treino cognitivo (normalmente computorizado) e a simulação de actividades do quotidiano (ex: tarefas que faziam parte do dia-a-dia da pessoa). Estas técnicas pretendem aproximar a pessoa o máximo possível do seu nível funcional antes do AVC.

Quando não é possível restituir a função, são propostas estratégias compensatórias (por exemplo uma agenda ou um sistema de post-its como auxiliar de memória) e realiza-se o ensino da utilização das mesmas junto da pessoa e da família.

À semelhança do que acontece com as restantes áreas de intervenção, o objectivo máximo é o de promover a autonomia, funcionalidade e qualidade de vida da pessoa.

Finalmente, é de referir que a reabilitação neuropsicológica engloba o acompanhamento emocional e logístico das famílias durante o processo de recuperação. As sequelas de um evento de saúde como este podem implicar mudanças importantes e perturbações emocionais complexas, pelo que requerem uma orientação de um profissional que saiba trabalhar os processos psicológicos inerentes.

Artigo por: Margarida Rebolo – Neuropsicóloga no NeuroSer

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A Terapia da Fala na reabilitação após AVC

A Terapia da Fala é uma das áreas que intervém na reabilitação de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Dependendo do tipo e localização da lesão, podem surgir diferentes complicações, tanto a nível da linguagem (afasia), dos défices motores ao nível da fala (disartria) e/ou da deglutição ‘’ato de engolir’’ (disfagia).

O principal objectivo da Terapia da Fala é maximizar a comunicação, amenizando as capacidades perdidas para que seja recuperada alguma autonomia e exista um aumento da funcionalidade nas rotinas diárias. Existe também um enfoque, quando necessário, na promoção da capacidade de deglutição.

Caso se evidenciem alguns destes sinais, deve ser iniciado um processo de avaliação, onde deverão ser identificadas as dificuldades, ao nível da comunicação global, da linguagem, da mobilidade nos músculos envolvidos na fala e da deglutição.

Após a avaliação, e caso seja necessária intervenção, esta deve ser individualizada, sendo elaborado um plano de intervenção, adaptado a cada pessoa e às suas necessidades, com base nas diferentes dificuldades e capacidades identificadas durante o processo de avaliação, e tendo em conta os objectivos e as expectativas da pessoa e do terapeuta. É também delineada a frequência e a duração das sessões. Durante todo o processo de intervenção deve existir uma monitorização do plano e reavaliação da pessoa, garantindo-se um acompanhamento centrado na pessoa e nas capacidades que forem sendo adquiridas.

O apoio à família/cuidadores, como intervenção indirecta, é primordial nestes casos, focando-se no ensino de técnicas e estratégias facilitadoras da comunicação, nos casos de afasias ou disartrias. E, no caso de disfagias, no ensino e em eventuais alterações na consistência dos alimentos, e no treino de diferentes técnicas e manobras facilitadores da deglutição, de forma a potenciar a qualidade de vida da pessoa.

Artigo por: Jéssica Brás – Terapeuta da Fala no NeuroSer

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A Terapia Ocupacional na Reabilitação pós-AVC

A Terapia Ocupacional é uma das áreas a intervir em caso de Acidente Vascular Cerebral (AVC). O seu foco está principalmente na manutenção e promoção da independência e autonomia da pessoa nas suas ocupações diárias (como tomar banho, passear, ir trabalhar, entre outras). Desta forma, a abordagem realizada é, muitas vezes, dirigida à promoção da independência nas actividades de vida diária, ao treino de utilização de produtos de apoio , à manutenção de papéis ocupacionais (responsabilidades) significativos para a pessoa, à adaptação do ambiente , entre outros.

O processo deve ser iniciado com uma avaliação formal que identifique os principais problemas sentidos pela pessoa e/ou pelo seu familiar, as competências actuais, as ocupações realizadas e as suas características e, por fim, os ambientes envolventes.

Após a avaliação, caso seja verificada indicação para iniciar, é elaborado um plano adaptado a cada pessoa e às suas necessidades, que poderá variar em frequência, em tipologia de exercícios e actividades e em objectivos a alcançar. Durante a intervenção é essencial a monitorização do plano e a reavaliação da pessoa, por forma a adaptar a abordagem sempre que necessário.

Além disso, é primordial o apoio à família, através de ensino de estratégias que facilitem o cuidado e que não coloquem em causa a independência da pessoa, possibilitando um equilíbrio entre a necessidade de ajuda e a imposição da autonomia.

Artigo por: Ana Matias – Terapeuta Ocupacional no NeuroSer

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A Fisioterapia na Reabilitação pós-AVC

A Fisioterapia é uma das abordagens não farmacológicas envolvidas na reabilitação após um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A reabilitação nestes casos deve iniciar-se o mais precocemente possível, é intensiva e muitas vezes de longa duração, tendo em conta o local e extensão da lesão, bem como as características individuais da pessoa.

No NeuroSer, as sessões de intervenção de Fisioterapia são individuais, com uma duração específica, sendo a sua frequência variável de caso para caso.

O principal objectivo da Fisioterapia numa situação pós-AVC prende-se com a reabilitação das alterações motoras, como a marcha e o equilíbrio, bem como na promoção de mobilidade e treino de actividades funcionais (ex: mobilidade na cama), de forma a potenciar a funcionalidade, a independência e a qualidade de vida.

De uma maneira em geral, o processo de reabilitação começa com uma avaliação subjectiva seguida de uma objectiva onde se aplicam escalas específicas que permitem delinear os objectivos e, deste modo, o plano de intervenção.

Ao longo do processo de reabilitação são realizadas reavaliações, com a finalidade de verificar se os objectivos inicialmente estabelecidos foram alcançados. As reavaliações são muito importantes porque poderão resultar na reestruturação do plano de intervenção inicialmente previsto.

A Fisioterapia tem também um papel importante no apoio aos familiares/cuidadores, através do ensino de estratégias facilitadoras para as actividades de vida diária, adaptações no domicílio, prevenção de complicações decorrentes da diminuição da mobilidade e na prevenção e redução do risco de quedas.

Artigo por:  Mariana Mateus e Teresa Barros – Equipa de Fisioterapia do NeuroSer

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Entrevista e Testemunho de um Cuidador

Nunca é demais relembrar o importantíssimo e exigente papel dos cuidadores de pessoas com Alzheimer ou outra demência.

A revista ZEN publicou uma entrevista à neuropsicóloga no NeuroSer, Dr.ª Margarida Rebolo, que aborda a importância do apoio aos cuidadores, assim como o importante testemunho de um cuidador que, muito generosamente, partilhou parte da sua vivência.

Não perca a entrevista e o testemunho em versão pdf.

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AVC: Como regressar ao dia-a-dia

Como regressar ao dia-a-dia após um Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma questão crucial para quem sofreu o AVC, mas também é uma aprendizagem para os familiares.

A revista VIP publicou uma entrevista à Terapeuta Ocupacional no NeuroSer, Ana Matias, que aborda a importância da ocupação e o que pode ser realizado para a promover no pós AVC.

Não perca a entrevista em versão pdf.

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Desigualdades no acesso a cuidados e tratamentos na área da demência na Europa (Alzheimer Europe)

De acordo com um relatório da Alzheimer Europe, apresentado em Bruxelas no dia 26 de Junho de 2017, existem desigualdades na Europa no acesso a cuidados e tratamentos em caso de demência.

De acordo com a informação divulgada aos meios de comunicação, o objectivo do relatório intitulado European Dementia Monitor” foi o de providenciar um benchmark para políticas nacionais na área da demência, permitindo comparar e classificar as respostas de países europeus aos desafios associados à demência. O estudo incluiu todos os estados membros da União Europeia (com a excepção da Estónia), incluindo ainda a Albânia, Bósnia e Herzegovina, Jersey, Israel, Mónaco, Noruega, Suíça e Turquia.

Jean Georges, Diretor Executivo da Alzheimer Europe, referiu: “A nossa organização tem tentado promover o reconhecimento da demência enquanto uma prioridade de saúde pública e tem alertado os governos europeus para a necessidade de desenvolver estratégias nacionais na área da demência. O objectivo do “European Dementia Monitor” é identificar os países que apresentam as políticas mais “amigas das pessoas com demência” e que garantem o melhor suporte e tratamento a pessoas com demência e seus cuidadores.

O relatório compara os países em 10 categorias diferentes:

  1. A existência de entidades que prestem cuidados
  2. A acessibilidade financeira aos cuidados
  3. O reembolso de medicação
  4. A existência de ensaios clínicos
  5. O envolvimento do país em iniciativas na área de investigação na demência a nível Europeu
  6. O reconhecimento da demência como uma prioridade
  7. O desenvolvimento de iniciativas “amigas de pessoas com demência”
  8. O reconhecimento de direitos legais
  9. A ratificação de tratados de direitos humanos, Internacionais e Europeus
  10. O direito a cuidados e ao emprego

A Alzheimer Europe atribuiu um ranking aos países a partir dos achados para cada uma das 10 categorias acima referidas (cada domínio contribuiu 10% para a classificação global), com a Finlândia a surgir em primeiro lugar com uma classificação de 75,2%, seguida do Reino Unido (Inglaterra) com 72,4%, a Holanda, com 71,2%, a Alemanha, com 69,4% e o Reino Unido (Escócia), com 68,8%. Num total de 36 países, Portugal ficou na vigésima terceira posição, com uma classificação de apenas 41,2%.

Para mais informações:

Contactar: Jean Georges, Diretor Executivo da Alzheimer Europe, 14, rue Dicks, L-1417 Luxembourg, Tel.: +352-29 79 70, Fax: +352-29 79 72, jean.georges@alzheimer-europe.org, www.alzheimer-europe.org, www.dementia-in-europe.eu

O relatório completo “European Dementia Monitor 2017: Comparing and benchmarking national dementia strategies and policies” pode ser adquirido no site da Alzheimer Europe a um preço de €5,20: http://alzheimer-europe.org/Publications/E-Shop/European-Dementia-Monitor-2017/European-Dementia-Monitor-2017

Fonte: Azheimer Europe, Media Release, Bruxelas, 26 de Junho de 2017

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Quando a mente nos atraiçoa

Não perca o artigo em versão pdf.

A  revista LuxWoman publicou um artigo de autoria da jornalista Leonor Antolin Teixeira a propósito da doença de Alzheimer que contou com a participação da Neuropsicóloga Margarida Rebolo e da Terapeuta Ocupacional Ana Matias.

O artigo aborda vários aspectos, tais como o diagnóstico, algumas características associadas à doença, as dificuldades de aceitação e do dia-a-dia, sem esquecer o papel crucial da família.

 

 

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