Centro de Diagnóstico e Terapias: Alzheimer e Outras Patologias

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Resultados de Pesquisa por: afasia

Comunicação com uma pessoa com Afasia

Como minimizar as alterações da Comunicação com uma pessoa com Afasia?

Já tivemos a oportunidade de descrever a Afasia, descubra agora como pode minimizar as alterações da Comunicação associadas.

  • Fale de forma directa, digna e natural;
  • Assegure que  a sua mensagem é de fácil compreensão;
  • Faça uso de expressões faciais e gestos para reforçar aquilo que está a dizer;
  • Utilize frases curtas e dê ênfase às palavras mais importantes;
  • Privilegie as perguntas com resposta sim/não e não faça uma segunda pergunta sem ter tido a resposta à primeira;
  • Procure um lugar calmo para comunicar: evite ambientes com ruídos de pessoas, máquinas, rádio ou televisão;
  • Posicione-se ao nível da pessoa;
  • Não eleve o seu tom de voz: muitas vezes a pessoa ouve bem, tem é dificuldade em compreender tudo aquilo que lhe é dito;
  • Não permita que terceiros se intrometam na conversação;
  • Esteja receptivo aos sinais de cansaço e frustração.

E o mais importante:  Não desista da comunicação!

Revisão Clínica: Inês Tello
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Sabe o que é a Afasia?

Junho é o mês da Afasia segundo a American Heart Association e a American Stroke Association.

Imagine que subitamente não consegue falar e compreender correctamente o que lhe é dito, não consegue ler um jornal ou mesmo escrever o seu nome, mas o seu raciocínio é normal.

Quão frustrante e restritiva será a sua comunicação? Esta é a experiência de uma pessoa com afasia.

A Afasia é uma alteração de Linguagem provocada por uma lesão em áreas específicas no cérebro (p.e. devido a um AVC).

A Afasia pode afectar, de diferentes formas, a capacidade de falar, ler, escrever e compreender o que é dito mas não afecta a inteligência.

O Terapeuta da Fala desempenha um papel fundamental na reabilitação da pessoa com afasia, avaliando, diagnosticando e implementando um plano de intervenção adequado às dificuldades de cada pessoa.

Revisão Clínica: Inês Tello
Ilustração: Dwayne Bell
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A Terapia da Fala na reabilitação após AVC

A Terapia da Fala é uma das áreas que intervém na reabilitação de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Dependendo do tipo e localização da lesão, podem surgir diferentes complicações, tanto a nível da linguagem (afasia), dos défices motores ao nível da fala (disartria) e/ou da deglutição ‘’ato de engolir’’ (disfagia).

O principal objectivo da Terapia da Fala é maximizar a comunicação, amenizando as capacidades perdidas para que seja recuperada alguma autonomia e exista um aumento da funcionalidade nas rotinas diárias. Existe também um enfoque, quando necessário, na promoção da capacidade de deglutição.

Caso se evidenciem alguns destes sinais, deve ser iniciado um processo de avaliação, onde deverão ser identificadas as dificuldades, ao nível da comunicação global, da linguagem, da mobilidade nos músculos envolvidos na fala e da deglutição.

Após a avaliação, e caso seja necessária intervenção, esta deve ser individualizada, sendo elaborado um plano de intervenção, adaptado a cada pessoa e às suas necessidades, com base nas diferentes dificuldades e capacidades identificadas durante o processo de avaliação, e tendo em conta os objectivos e as expectativas da pessoa e do terapeuta. É também delineada a frequência e a duração das sessões. Durante todo o processo de intervenção deve existir uma monitorização do plano e reavaliação da pessoa, garantindo-se um acompanhamento centrado na pessoa e nas capacidades que forem sendo adquiridas.

O apoio à família/cuidadores, como intervenção indirecta, é primordial nestes casos, focando-se no ensino de técnicas e estratégias facilitadoras da comunicação, nos casos de afasias ou disartrias. E, no caso de disfagias, no ensino e em eventuais alterações na consistência dos alimentos, e no treino de diferentes técnicas e manobras facilitadores da deglutição, de forma a potenciar a qualidade de vida da pessoa.

Artigo por: Jéssica Brás – Terapeuta da Fala no NeuroSer

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Acidente Vascular Cerebral

No caso do Acidente Vascular Cerebral (AVC) a intervenção deve ser individualizada, dependendo de vários factores, como o tipo de AVC, o local e extensão da lesão, bem como das características individuais da pessoa. A intervenção deve iniciar-se o mais precocemente possível, é muitas vezes intensiva e de longa duração. Acreditamos que o trabalho holístico […]

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Parkinson

No caso da Doença de Parkinson ou Parkinsonismo atípico a intervenção deve ser individualizada e ajustada a cada caso. Acreditamos que o trabalho holístico das várias funções, motoras e não motoras, contribui para promover a qualidade de vida da pessoa e da sua família.

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Degenerescência Lobar Fronto-Temporal

A degenerescência lobar fronto-temporal é um termo utilizado para designar um conjunto de demências que afetam particularmente os lobos frontal e temporal do cérebro.

O lobo frontal é responsável por muitos aspetos do funcionamento cerebral, nomeadamente a tomada de decisão e a regulação do comportamento. Já o lobo temporal está associado, entre outras funções, à linguagem. Numa fase inicial a degenerescência lobar frontotemporal, carateriza-se por alterações do comportamento ou da linguagem.

No caso em que a pessoa começa por apresentar alterações comportamentais estamos perante a variante comportamental da degenerescência lobar fronto-temporal.

            No caso dos primeiros sintomas serem alterações da linguagem estamos perante uma Afasia Progressiva Primária.

Os principais sintomas da variante comportamental da degenerescência lobar fronto-temporal são:

  • Desinibição (ex: cumprimentar pessoas estranhas na rua, andar sem roupa pela casa);
  • Apatia (ex: falta de iniciativa para iniciar uma tarefa; falta de interesse);
  • Comer em excesso ou nova preferência por alimentos doces;
  • Comportamentos repetitivos (ex: abrir e fechar gavetas)
  • Colecionar objetos (ex.: lixo, moedas);
  • Impulsividade (agir sem medir as consequências);
  • Dificuldade em planear e/ou organizar e/ou executar uma determinada tarefa;

Outros sintomas podem incluir:

  • Distração e impersistência;
  • Rigidez mental e inflexibilidade;
  • Gastos impulsivos;
  • Embotamento emocional;
  • Mudanças de humor.

Já a Afasia Progressiva Primária, a variante de linguagem da degenerescência lobar fronto-temporal, caracteriza-se por uma deterioração insidiosa da linguagem (isoladamente durante pelo menos dois anos), sendo que mais tarde surgem alterações noutros domínios cognitivos, comportamentais e emocionais.

A Afasia Progressiva Primária é muitas vezes dividida em três quadros distintos pois cada um deles parece apresentar um perfil clínico particular:

  1. Demência Semântica: perda do significado de palavras e conceitos;
  2. Afasia Progressiva Não Fluente: dificuldade em encontrar palavras e redução da fluência verbal;
  3. Afasia Progressiva Logopénica: deterioração da capacidade de nomear palavras isoladas e da repetição de frases como consequência de limitações na memória de trabalho.

Infelizmente, ainda não existe tratamento que permita reverter este conjunto de doenças. Os medicamentos utilizados servem apenas para o controle dos sintomas comportamentais. No entanto, recomenda-se complementar a intervenção farmacológica com terapias não-farmacológicas (ex: estimulação cognitiva e terapia da fala) pois podem ajudar a controlar os sintomas e a promover o bem-estar da pessoa e da família.

Revisão Clínica: Margarida Rebolo e Rita Ferreira

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O papel do Terapeuta da Fala na reabilitação pós-AVC

Já aqui falámos no papel do Terapeuta da Fala com pessoas com demência mas muita da intervenção deste profissional, na população adulta, destina-se a pessoas que sofreram uma lesão cerebral, por exemplo, após um AVC ou após um Traumatismo Crânio-Encefálico.

Diversos estudos comportamentais e de neuroimagem têm confirmado que a terapia da fala é um factor positivo, eficaz e de grande influência na recuperação, tanto nos casos de alterações da comunicação como da deglutição, pós-AVC.

Como se processa a intervenção do Terapeuta da Fala em pessoas que sofreram um AVC?

  1. Em primeiro lugar, é feita uma recolha e análise da informação clínica e biográfica da pessoa, cujos dados são fundamentais para delinear a avaliação e definir o prognóstico.
  1. Seguidamente, é realizada uma avaliação detalhada das dificuldades que a pessoa apresenta, tanto ao nível da comunicação global, como da linguagem, articulação verbal e da deglutição.
  1. O plano de intervenção é individualizado e construído, tanto com base nas dificuldades identificadas na avaliação, como também, na discussão dos objectivos e expectativas da própria pessoa.
  1. A frequência das sessões é delineada de acordo com as necessidades e possibilidades da pessoa e da família. A intervenção do terapeuta da fala pode ser directa ou indirecta.
  1. Considera-se uma intervenção directa todas as intervenções que são feitas pessoalmente com a pessoa, geralmente em contexto de gabinete. As sessões individuais são estruturadas de acordo com os objectivos anteriormente traçados e podem incluir diversas técnicas e exercícios.

Os objectivos poderão passar por maximizar a comunicação verbal e não-verbal, reduzir as dificuldades linguísticas (orais e escritas) e ainda reabilitar o processo de deglutição, realizando as modificações de dieta necessárias, em termos de consistência dos alimentos e fornecendo estratégias para uma deglutição segura e eficaz.

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           Em alguns casos, poderão ser realizadas sessões de grupo, cujos objectivos passam pela promoção das competências comunicativas e um aumento da funcionalidade das interacções e da participação social.

  1. A intervenção indirecta centra-se no suporte, ensino e treino de estratégias facilitadoras da comunicação/deglutição aos familiares e cuidadores.

 

Recorde aqui também os casos particulares da intervenção do terapeuta da fala em pessoas com alterações da linguagem pós lesão cerebral adquirida (Afasia) ou com alterações da articulação verbal (Disartria).

 

Revisão Clínica: Inês Tello

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Sabe o que é a Disartria?

Artist- Suvarna Sohoni

 

O que é a Disartria?

É uma alteração da articulação da fala provocada por uma lesão neurológica.

O tipo e a gravidade da Disartria dependem do tipo, da extensão e da localização da lesão e, por esse motivo, uma pessoa com Disartria pode apresentar diversas dificuldades, tais como:

  • “Arrastar” as palavras ao falar
  • Falar muito baixo ou ser apenas capaz de sussurrar
  • Falar com muita lentidão
  • Falar muito rapidamente e “entre dentes”
  • Alterações da entoação das palavras
  • Alterações na ressonância (por exemplo “fala nasalada”)
  • Dificuldades na mobilidade da língua, lábios e mandíbula

 

Quais são as causas da Disartria?

Existem diversas causas como os Acidentes Vasculares Cerebrais, os Traumatismos Crânio-Encefálicos (TCE), algumas doenças neurológicas como a Doença de Parkinson ou a Doença de Huntington, ou algumas doenças neuromusculares progressivas, como a Miastenia Gravis (MG) ou a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

 

Existem diversos tipos de Disartria:

  • Flácida (frequente após AVC unilateral)
  • Espástica (mais comum após Traumatismo Crânio-Encefálico)
  • Atáxica (muito associada a lesões no cerebelo)
  • Hipocinética (muito associada à doença de Parkinson)
  • Hipercinética (muito associada à doença de Huntington)
  • Neurónio motor superior unilateral
  • Mista (geralmente espástica + flácida, mas podem existir outras combinações)

 

O que pode ser feito para minimizar as dificuldades de uma pessoa com Disartria?

  • Reduzir os ruídos de fundo durante a conversação (TV, rádio..);
  • Assegurar que as próteses dentárias (quando existem) estão adequadas e devidamente fixas;
  • Falar de frente para a pessoa;
  • Proporcionar tempo para as respostas;
  • Encorajar o uso de outras modalidades comunicativas (gesto, escrita..) para além da fala;
  • Apontar permanentemente os erros ou pedir correcções constantes não é útil.
  • Pelo facto da capacidade para compreender e usar a linguagem não estar afectada (como no caso das pessoas com afasia), a maioria das pessoas com Disartria pode ler e escrever normalmente. Por esse motivo, o uso da escrita, pode ser um recurso valioso.
  • Em casos mais graves, e em que existam também limitações motoras, pode ser utilizada uma tabela com alfabeto como indicador da(s) primeira(s) letra(s) da palavra a produzir.
  • Continuar a conversação mesmo que algumas palavras não sejam perceptíveis. A transmissão da mensagem é o mais importante! 

 

A avaliação e intervenção do Terapeuta da Fala pode ajudar a melhorar ou minimizar as alterações da comunicação provocadas pela Disartria.

 

Revisão Clínica: Inês Tello

Ilustração: Suvarna Sohoni

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Áreas de Intervenção

Oferecemos uma abordagem multi-disciplinar para o diagnóstico e acompanhamento de pessoas com Alzheimer, Parkinson, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e outras patologias neurológicas A nossa equipa inclui médicos, psicólogos, terapeutas e auxiliares. Numa abordagem holística são planeadas terapias individualizadas, à medida de cada um, sem esquecer o papel fundamental da família e a preservação dos laços […]

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