Centro de Diagnóstico e Terapias: Alzheimer e Outras Patologias

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Arquivo de Setembro 2015

Neuroplasticidade após AVC

O que é a neuroplasticidade?

 

A neuroplasticidade ou plasticidade neural, pode ser definida como a capacidade de adaptação do cérebro, em especial a dos neurónios, às mudanças que ocorrem no próprio cérebro e ao meio que rodeia o indivíduo. Esta adaptação e reorganização do cérebro é constante e ocorre durante toda a vida.

Durante muito tempo, julgou-se que o cérebro, após o período de desenvolvimento infantil e juvenil, se tornava numa estrutura rígida e que não poderia ser modificado. Do mesmo modo, acreditava-se que as lesões no sistema nervoso central seriam permanentes, pois as suas células não poderiam ser reconstituídas nem reorganizadas.

Hoje, sabe-se que o cérebro possui uma grande adaptabilidade e flexibilidade e que, mesmo no cérebro de um adulto idoso, existe plasticidade.

 

Como actua a plasticidade neural em casos de pessoas com AVC?

O modo como o cérebro se reorganiza e tenta compensar as funções afectadas pela lesão, pode ocorrer de diversas formas.

Uma delas é a chamada reorganização das áreas peri-lesionais. Isto significa, embora com limitações, que as células saudáveis adjacentes à lesão podem assumir parte da função dos neurónios danificados.

Uma outra forma de compensação da lesão, fruto da plasticidade neuronal, é reorganização das áreas contra-laterais. Trata-se da reorganização das áreas do hemisfério não lesado que tentam assumir as funções perdidas pelo AVC.

Esta reorganização cerebral é possível através de algumas mudanças fisiológicas e estruturais, como por exemplo, o aumento das dentrites e sinapses (ligações entre neurónios) e do aumento dos factores neurotróficos (substâncias essenciais à sobrevivência das células nervosas).

Quanto mais precisa for a reorganização das conexões restauradas, mais eficiente será a recuperação da função.

A reorganização das conexões dos neurónios permite uma melhor recuperação da lesão.

A reorganização das conexões dos neurónios permite uma melhor recuperação da lesão.

A recuperação de uma função, através da plasticidade cerebral, depende também de factores adicionais como:

  • a intervenção médica imediata ao AVC,
  • a localização e a extensão da lesão,
  • a existência de lesões prévias
  • a existência de um programa de reabilitação precoce.

 

 

Revisão Clínica: Inês Tello

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Tipos de AVC

AVC significa “Acidente Vascular Cerebral” e é a principal causa de morte e incapacidade permanente em Portugal. Um AVC ocorre devido a uma alteração do fluxo sanguíneo no cérebro.

De uma forma geral, os AVC´s são divididos em dois grandes tipos: AVC isquémico (por falta de irrigação sanguínea) e AVC hemorrágico (por hemorragia sanguínea).

Os Acidentes vasculares isquémicos são responsáveis por cerca de 80% dos casos de AVC. São causados por uma obstrução dos vasos cerebrais, que pode ocorrer devido a uma trombose (formação de placas numa artéria principal do cérebro) ou por uma embolia (quando um coágulo ou uma placa de gordura, originária de outra parte do corpo, se solta e obstrui uma artéria ou pequeno vaso cerebral). Em muitos casos, um coágulo de sangue flutuante, denominado êmbolo, tem origem no interior do coração.

Os Acidentes vasculares hemorrágicos, são causados pela ruptura de vasos sanguíneos e, na maioria das vezes, ocorrem no interior do cérebro (a denominada hemorragia intracerebral). Podem também ocorrer entre o cérebro e os ossos do crânio (a denominada hemorragia subaracnoideia).

O tratamento imediato do AVC isquémico e do AVC hemorrágico é diferente. No primeiro caso, o objectivo pode passar resolver a obstrução da artéria que causa o AVC isquémico, enquanto que no segundo caso, o tratamento poderá envolver o tratamento da hemorragia cerebral.

AVC

Em alguns casos, os acidentes vasculares cerebrais são precedidos por um ou mais Acidentes Isquémicos Transitórios (AIT). Os Acidentes isquémico transitórios, tal como o próprio nome indica, constituem episódios breves, de manifestações semelhantes às de um acidente vascular cerebral, mas que não deixam sequelas. No entanto, devem servir de alerta para que a pessoa procure assistência médica imediata, pois o risco de um AVC é muito elevado.

Mas o mais importante: o AVC é uma emergência médica!

Sabe identificar os sinais de alerta de um Acidente Vascular Cerebral (AVC)?

Falta de força num braço, boca ao lado ou dificuldade em falar, são sinais de alarme que podem prever o início de um AVC. Se notar dificuldades súbitas ligue de imediato para o 112.

O tratamento precoce de um AVC, em fase aguda, é considerado essencial, mas só poderá ser verdadeiramente bem sucedido,  quando a população for também consciencializada para a necessidade de se identificarem rapidamente os sinais e sintomas do AVC e de se agir em conformidade.

Revisão Clínica: Inês Tello

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Open-Day: 30 de Setembro de 2015

Dia 30 de Setembro, a partir das 16h, abriremos as portas a toda a Comunidade. Serão desenvolvidas diversas actividades, incluindo uma palestra com o Professor Doutor Alexandre Castro Caldas (director clínico do NeuroSer) e workshops para ficar a conhecer melhor a nossa forma de intervir junto de pessoas com Alzheimer ou outras patologias neurológicas.

Faça a sua inscrição através de info@neuroser.pt ou ligue para 217506010 (sem qualquer custo).

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A Demência e os Comportamentos Desafiantes

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O que causa os comportamentos desafiantes?

Existem vários factores que podem estar na origem das alterações comportamentais manifestadas por uma pessoa com demência.

A integridade do funcionamento cerebral determina a forma como o indivíduo vê e interpreta o seu ambiente. No caso de uma pessoa com demência, o comprometimento cerebral pode levar a que tenha uma percepção da realidade diferente da das outras pessoas (por exemplo, pode estar desorientada no tempo e no espaço e pode não se lembrar de algum evento recente). No entanto, o facto da pessoa ter uma visão diferente da dos outros não é suficiente para gerar comportamentos desafiantes. Estes normalmente surgem quando a pessoa com demência é confrontada com uma realidade que, pela doença, não é a sua. Por exemplo, tentar convencer a pessoa com demência que não está a ver a sua mãe, mas sim o seu reflexo no espelho pode levar a um quadro de agitação e agressividade.

Alguns especialistas acreditam também que os comportamentos desafiantes manifestados por pessoas com demência reflectem uma tentativa de expressar uma necessidade que não está a ser satisfeita (por exemplo a fome ou um momento de maior aborrecimento) ou um esforço para satisfazer essa necessidade por si próprio (sair porta fora por acreditar que está na hora de ir trabalhar ou de ir buscar os filhos à escola).

Como posso minimizar estes comportamentos?

Quando a pessoa com demência manifesta um comportamento indesejado, a primeira reacção de quem a rodeia é de tentar modificar esse comportamento. No entanto, o mais provável é a pessoa com demência não responder favoravelmente à sua solicitação. Em vez disso, tente diminuir a intensidade do comportamento da seguinte forma:

  • Faça o seguinte exercício mental: lembre-se que aquele comportamento é resultante de uma patologia que perturba o funcionamento cerebral. Tente não levá-lo a peito.
  • Se o comportamento for agressivo, retire-se da situação. Dê algum espaço à pessoa e, passado algum tempo, reaproxime-se calmamente dela. Evite ao máximo discutir.
  • Utilize um tom de voz calmo e suave.
  • Pense se existe algum factor que possa estar na origem daquele comportamento. Estará a pessoa com fome? Cansada? Com dores? Aborrecida? A sentir-se ? Poderá ser um efeito secundário da medicação?
  • Responda à emoção subjacente e não ao comportamento. Se a pessoa com demência estiver constantemente a perguntar por determinado membro familiar, pode precisar de ser assegurada de que essa pessoa está em segurança. Não contrarie e não tente empregar um raciocínio lógico, pois poderá frustrar a pessoa com demência.
  • Pode ser útil manter um diário onde se regista a hora a que o comportamento ocorreu e possíveis factores desencadeadores para identificação de padrões e posterior definição de um plano de intervenção.

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Validar. Participar. Distrair.

Se a pessoa com demência está sempre a perguntar pela mãe, tentar distraí-la imediatamente pode nem sempre funcionar. Para além disso, ao interromper o comportamento, perde uma boa oportunidade para perceber porque é que este ocorreu.

Experimente primeiro validar a emoção que está por detrás. “Estou a ver que tem saudades da sua mãe. Porque não me fala um bocadinho dela? Como é que ela é? O que gosta de fazer com ela?” (Evite confrontar a pessoa com o facto de que a mãe faleceu).

De seguida, participe com a pessoa numa actividade relacionada, por exemplo, consultar álbuns de fotografias ou livros de memórias. Agora a pessoa está distraída a realizar uma actividade e já não se encontra focada naquele comportamento inicial potencialmente disruptivo. Está pronta a passar à actividade seguinte.

 

Revisão Clínica: Margarida Rebolo

 

 

 

 

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A demência constitui a 3ª doença mais temida pelos portugueses!

Segundo o inquérito apoiado pela Direção-Geral de Saúde e pela Associação Alzheimer Portugal, a demência constitui umas das doenças mais temidas pelos portugueses.

Actualmente, Portugal apresenta uma taxa de incidência superior à média europeia, estimando-se que existem cerca de 183 mil pessoas já diagnosticadas, 130 mil das quais com Doença de Alzheimer.

As duas únicas condições que se encontram citadas, como mais temidas que a demência, são o cancro e o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O inquérito envolveu no total cerca de 950 inquiridos, sendo que 45% das pessoas conhece ou tem familiares portadores de algum tipo de demência. Um quarto dos inquiridos deste estudo revela que a demência é a condição médica que mais temem.

Os inquiridos referem também que na sua ideia a maioria das pessoas da sua comunidade considera que estes doentes devem deixar de participar em actividades de carácter social, refletindo que ainda existe um grande estigma relativamente a estas doenças.

Existe assim uma necessidade de maior sensibilização e conhecimento da população em geral para esta doença, bem como a criação de um Plano Nacional de Intervenção em Demência.

Este mês o Conselho de Ministros aprovou a “Estratégia para o Idoso”, que consagra a alteração do regime jurídico das incapacidades.

Os resultados deste inquérito serão apresentados na conferência anual da Alzheimer Europe, que este ano decorre na Eslovénia, neste mês.

 

Fonte: Rádio Renascença

Site: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1396&did=197393

 

 

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