Centro de Diagnóstico e Terapias: Alzheimer e Outras Patologias

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Arquivo de Junho 2015

Santos Populares

É tempo de Santos Populares

E a alegria já está no ar,

Para a rua saem as famílias

E o Santo António para as abençoar.

 

Das famílias vamos cuidar

Uma ajuda preciosa vamos ser,

O Neuroser já está a funcionar

Venha cá para nos conhecer!

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Nutrição no Idoso

alimentação

As alterações de nutrição da pessoa idosa são muitas vezes subdiagnosticadas por serem confundidas com sinais de envelhecimento.

São diversos os factores que contribuem para a malnutrição no idoso, como a fraca variedade de alimentos ingeridos, a diminuição do reflexo de sede, as alterações visuais e as alterações no gosto e olfacto. Também as alterações na mastigação (por exemplo, por falta de dentes) e da deglutição podem condicionar a ingestão de alimentos e contribuir para um quadro de malnutrição.

Aqui ficam alguns conselhos para melhorar a ingestão alimentar e promover uma nutrição mais equilibrada:

  • Não omitir refeições, evitando estar mais de 3h.30 sem comer;
  • As refeições devem ser pouco volumosas e facilmente digeríveis;
  • Adaptar a consistência dos cozinhados quando existem dificuldades ao mastigar e engolir (sopa passada, fruta madura, carne picada, purés,…)
  • Preparar as refeições com diferentes cores, sabores, formas, texturas e aromas;
  • Ter em atenção a apresentação das refeições (um prato visualmente apelativo contribui para uma ingestão completa da refeição);
  • Fazer as refeições com companhia, sempre que possível, e num ambiente calmo e agradável;
  • Experimentar novos alimentos e novas receitas evitando consumir enlatados e pré-confeccionados;
  • Incluir sopa de legumes em todas as refeições;
  • Variar os acompanhamentos das refeições principais (diferentes legumes cozidos, saladas frescas, diferentes tipos de arroz ou massa…)
  • Ingerir pelo menos duas peças de fruta por dia e de diferente variedade;
  • Utilizar ervas aromáticas, condimentos e sumo de limão para temperar os cozinhados (evitando o excesso de sal), de forma a melhorar o sabor dos alimentos, minimizado assim as consequências da diminuição do paladar;
  • Manter a ingestão de líquidos como uma prioridade (equivalente a 8 copos).  Atenção que é muito importante evitar a desidratação;
  • Preparar mais quantidade das refeições e congelar as porções em recipientes individuais para outras ocasiões;
  • Dar uma caminhada antes das refeições para estimular o apetite;
  • Estar atento às modificações involuntárias do apetite ou de peso;
  • Medir e registar o peso quinzenalmente.
Revisão Clínica: Inês Tello
(Adaptado de Afonso et al., 2012)
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Comunicação com uma pessoa com Afasia

Como minimizar as alterações da Comunicação com uma pessoa com Afasia?

Já tivemos a oportunidade de descrever a Afasia, descubra agora como pode minimizar as alterações da Comunicação associadas.

  • Fale de forma directa, digna e natural;
  • Assegure que  a sua mensagem é de fácil compreensão;
  • Faça uso de expressões faciais e gestos para reforçar aquilo que está a dizer;
  • Utilize frases curtas e dê ênfase às palavras mais importantes;
  • Privilegie as perguntas com resposta sim/não e não faça uma segunda pergunta sem ter tido a resposta à primeira;
  • Procure um lugar calmo para comunicar: evite ambientes com ruídos de pessoas, máquinas, rádio ou televisão;
  • Posicione-se ao nível da pessoa;
  • Não eleve o seu tom de voz: muitas vezes a pessoa ouve bem, tem é dificuldade em compreender tudo aquilo que lhe é dito;
  • Não permita que terceiros se intrometam na conversação;
  • Esteja receptivo aos sinais de cansaço e frustração.

E o mais importante:  Não desista da comunicação!

Revisão Clínica: Inês Tello
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Um amor incondicional

“PISO 3 – QUARTO 313”, é o título do livro escrito pelo jornalista Fernando Correia, revelador de um amor incondicional. O nosso obrigado ao autor pelo seu testemunho e, sobretudo, pela sua dedicação a Vera, o amor da sua vida.

Esta é, sem dúvida, uma mensagem muito pessoal e muito tocante de alguém que de forma altruísta comunica ao mundo os sentimentos de um familiar muito próximo de uma pessoa tocada pela doença de Alzheimer.

Não sei o que tudo isto significa, mas sei que dou tudo por aquele sorriso. Que felicidade a minha! A Vera sorri, e sorrir é sempre um bom sintoma, ainda que um cérebro doente não se cure com sorrisos, mesmo que eu lhos retribua com a mesma avidez.” –

“(…) chamo a atenção de todos os familiares de doentes de Alzheimer para que estejam presentes e mantenham a fé. Não os deixem entregues ao destino nem invoquem Deus para os salvar. Lutem com eles e por eles, jamais abandonando a fé na possibilidade de recuperação

Uma vez mais, agradecemos ao autor, filhas e netos, a partilha deste amor incondicional!

Texto: Ana Paula Pereira
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Quedas: Como prevenir?

As quedas constituem uma das principais causas de internamento hospitalar ou de admissão em residências e lares de pessoas idosas. Estas provocam também a sensação de medo, que pode originar um declínio da actividade física, diminuição da mobilidade geral e perda de independência; aumentando assim a necessidade dos cuidados prestados por parte dos cuidadores.

É assim fundamental, os cuidadores e familiares, conhecerem algumas estratégias que possam evitar estas situações:

  • Medicação: alguns medicamentos contêm efeitos adversos (hipotensão ortostática), que são factores de risco para as quedas – é necessário estar atento;
  • Ambiente (outro das principais causas de risco de queda):
    • Tapetes: o seu uso deve ser evitado, devendo ser retirados;
    • Mobiliário: podem constituir um obstáculo, devendo a mobília ser ajustada para garantir a segurança da pessoa (por exemplo: evitar a utilização de bancos);
    • Iluminação: o avançar da idade pode causar problemas visuais, sendo por isso importante manter uma boa iluminação em toda a casa e durante a noite existirem luzes de presença a sinalizar o caminho;
    • Barras de apoio: utilizadas para o auxílio na marcha; se possível devem ser colocadas nos principais espaços utilizados (corredores, quarto, casa de banho, escadas);
    • Pontos de descanso: com o avançar da idade existe uma diminuição da tolerância ao esforço, sendo assim importante a existência de pontos de descanso (cadeiras/cadeirões) no espaço onde a pessoa se movimenta;
    • Calçado: deve ser justo, confortável, leve, fechado e anti-derrapante;
    • Sinalização: as escadas e os degraus devem ser sinalizados com uma fita de cor ou fluorescente, para serem perceptíveis;

A Fisioterapia desempenha um papel importante na prevenção e redução do risco de quedas, pois a diminuição do equilíbrio, da mobilidade, da força muscular e alterações na marcha são factores de risco associados às quedas e a Fisioterapia dispõe de várias estratégias de intervenção para prevenir e reduzir o risco de queda, nomeadamente:

  • Treino de Equilíbrio;
  • Manutenção da força muscular dos principais músculos do nosso corpo;
  • Treino de marcha: adaptando um auxiliar (bengala, andarilho, tripé) caso seja necessário;
  • Manutenção da mobilidade geral;
  • Manutenção da funcionalidade e independência;
  • Ensino e apoio ao cuidador.
Revisão Clínica: Mariana Mateus

 

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Sabe o que é a Afasia?

Junho é o mês da Afasia segundo a American Heart Association e a American Stroke Association.

Imagine que subitamente não consegue falar e compreender correctamente o que lhe é dito, não consegue ler um jornal ou mesmo escrever o seu nome, mas o seu raciocínio é normal.

Quão frustrante e restritiva será a sua comunicação? Esta é a experiência de uma pessoa com afasia.

A Afasia é uma alteração de Linguagem provocada por uma lesão em áreas específicas no cérebro (p.e. devido a um AVC).

A Afasia pode afectar, de diferentes formas, a capacidade de falar, ler, escrever e compreender o que é dito mas não afecta a inteligência.

O Terapeuta da Fala desempenha um papel fundamental na reabilitação da pessoa com afasia, avaliando, diagnosticando e implementando um plano de intervenção adequado às dificuldades de cada pessoa.

Revisão Clínica: Inês Tello
Ilustração: Dwayne Bell
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