Centro de Diagnóstico e Terapias: Alzheimer e Outras Patologias

Horário : Segunda a Sexta das 09h00 às 19h00
  Contacto : +351 21 750 6010 | info@neuroser.pt

Arquivo de Abril 2015

Quais os sinais de alerta na Doença de Alzheimer?

brain_model2

É importante estar atento a alguns sinais de alerta que podem estar associados a doença de Alzheimer. Cada pessoa pode experimentar um ou mais sintomas e em diferentes graus, sendo importante, em caso de dúvida, consultar um especialista para se poder realizar um diagnóstico ainda numa fase precoce. Ignorar é a pior solução.

A Alzheimer’s Association desenvolveu uma listagem de 10 sinais de alerta da doença de Alzheimer que podem ser muito úteis, nomeadamente:

  1. Alteração de memória que dificulte a vida quotidiana

Um dos sinais mais comuns de Alzheimer, especialmente nas fases iniciais, é esquecer informação recém aprendida. Também se esquecem datas ou eventos importantes e solicita-se a mesma informação repetidamente (esquecer-se de vez em quando de nomes ou de agendamentos, mas lembrar-se depois, é normal).

  1. Dificuldade em planificar para resolver problemas

Algumas pessoas apresentam dificuldades em desenvolver e seguir um plano de trabalho com números. Podem, por exemplo, sentir dificuldades em seguir uma receita conhecida ou em lidar com as contas mensais. Também podem ter dificuldades em concentrar-se e podem demorar mais tempo na realização de tarefas (fazer erros de vez em quando, nomeadamente de somar e subtrair, é normal).

  1. Dificuldade em realizar tarefas quotidianas (em casa, no trabalho, nos tempos livres)

Para algumas pessoas muitas vezes torna-se difícil completar tarefas quotidianas. Por vezes podem ter dificuldade em chegar a um local conhecido, realizar tarefas frequentes no trabalho, ou mesmo recordar as regras de um jogo muito conhecido (necessitar de ajuda de vez em quando para, por exemplo, utilizar o micro-ondas é normal).

  1. Desorientação de tempo ou lugar

Por vezes as pessoas esquecem-se de data, estações do ano e da passagem do tempo. É possível que se esqueçam de onde estão e como chegaram a determinado local (confundir-se sobre o dia da semana, mas lembrar-se depois, é normal).

  1. Dificuldade em compreender imagens visuais e como os objectos se relacionam entre eles

Podem surgir problemas de visão, nomeadamente as pessoas podem ter dificuldade em ler, ajuizar distâncias e identificar cores ou contrastes, o que pode afectar a capacidade para conduzir (alterações de visão relacionados com cataratas podem estar associadas ao envelhecimento normal).

  1. Problemas de comunicação oral e/ou escrita

Podem surgir problemas em seguir ou participar em conversações. É possível que parem a meio de uma conversa sem conseguir perceber como poderiam prosseguir ou que repitam várias vezes a mesma ideia. Também podem surgir dificuldades em encontrar as palavras adequadas ou o vocabulário apropriado, podendo designar coisas por um nome incorrecto (ter dificuldades pontuais em encontrar a palavra exacta é normal).

  1. Colocação de objectos fora do lugar apropriado

Uma pessoa com Alzheimer tende a colocar objectos fora do lugar e pode perder coisas. Por vezes é possível que acusem outros de as roubarem, o que pode ocorrer mais frequentemente ao longo do tempo (pontualmente colocar objectos como, por exemplo, os óculos ou comando da televisão no local errado, é normal)

  1. Diminuição da capacidade de discernimento

Podem surgir dificuldades em avaliar as situações e em tomar decisões. Por exemplo, é possível que ofereçam dinheiro sem sentido a outra pessoa. Também é possível que dêem menos atenção ao asseio pessoal (tomar uma má decisão pontualmente é normal).

  1. Perda de iniciativa no trabalho ou em actividades sociais

Uma pessoa com Alzheimer pode perder iniciativa para se ocupar com passatempos, participar em actividades sociais, desenvolver projectos ou fazer desporto. É possível que tenha dificuldade em acompanhar os feitos da sua equipa favorita ou em saber como desenvolver o seu passatempo favorito. Pode tender a isolar-se e a evitar actividades sociais (estar por vezes cansado das obrigações laborais e sociais é normal).

  1. Alterações de humor e de personalidade

O humor e a personalidade das pessoas com Alzheimer pode altera-se. Podem sentir-se confusas, desconfiadas, deprimidas, temerosas ou ansiosas. Também podem começar a irritar-se facilmente em casa, no trabalho, com amigos ou em lugares fora do seu ambiente familiar (adoptar maneiras muito próprias de fazer as coisas e irritar-se quando as rotinas são interrompidas pode estar associado ao envelhecimento normal).

Adaptação de informação da Alzheimer Society of Canada

Ler Mais

Dicas para promover uma boa ALIMENTAÇÃO

  • Tranquilidade à hora da refeição – Dê preferência a locais tranquilos e iluminados
  • Tempo para a alimentação – é importante dar tempo à pessoa com demência para se alimentar, de preferência de forma autónoma
  • Contrastes – use cores contrastantes entre o prato e a toalha de mesa, ajudando assim à visualização dos alimentos e objectos.
  • Prevenção de acidentes – dependendo da fase da doença poderá ser necessário a adaptação dos utensílios, como a utilização de pratos com rebordo e facas sem serrilha.
  • Manutenção da rotina – é fundamental manter uma rotina nos horários das refeições e promover o mais possível a alimentação de forma autónoma da pessoa com demência. Os gostos e preferências alimentares permanecem toda a vida e por isso escolha alimentos que sejam do seu agrado.
  • Prevenção da desidratação – A desidratação é uma causa frequente de agravamento do quadro clínico de pessoas com demência. É extremamente importante manter uma boa hidratação. Por ser frequente existir uma recusa em ingerir água pode também optar por infusões ou sumos ligeiros sem açúcar. Promova a ingestão de líquidos em pequenas porções ao longo de todo o dia.
  • Prevenção de aspirações pulmonares – as dificuldades em deglutir podem provocar aspirações de alimentos para os pulmões. Esteja atento a sinais de engasgamento frequente e a tosse frequente durante e após as refeições. Poderá ser necessária a intervenção médica ou de um terapeuta da fala para avaliação e intervenção em casos de alterações na deglutição (disfagia).
Revisão Clínica: Inês Tello

 

Ler Mais

O que é a Doença de Alzheimer?

A doença de Alzheimer é um tipo de demência. Deve o seu nome ao Neuropsiquiatra Alois Alzheimer que primeiramente descreveu as alterações celulares desta doença.

O que provoca a Doença de Alzheimer?

A causa ainda não foi encontrada mas existem diversos factores que podem ajudar a explicar o seu aparecimento.

Os estudos realizados por diversos cientistas conseguiram identificar diversas alterações no cérebro de pessoas com doença de Alzheimer:

– Placas senis (depósitos de proteína beta-amiloide);

– Tranças neurofibrilhares intraneuronais (filamentos de proteína tau);

-Diminuição das conecções neuronais responsáveis pela memória, aprendizagem e comunicação;

– Atrofia cerebral provocada pela diminuição de células cerebrais.

Revisão Clínica: Inês Tello
Vídeo informativo – Cortesia da aboutalz.org

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ler Mais

Demência: Dicas para garantir a SEGURANÇA em casa

Dependendo da fase de evolução da doença, poderão ser necessários alguns ajustes no ambiente para garantir a segurança da pessoa com demência.

Dicas para garantir a SEGURANÇA em casa:

  • Prevenir quedas – as quedas são a principal causa de incapacidade no idoso. Podem agravar o quadro clínico e diminuir significativamente a autonomia.

– Evite ter tapetes pela casa, mesmo que fixos ao chão.

– Opte por calçado fechado e não chinelos.

– Sinalize com autocolante reflector ou outro material locais susceptíveis de propiciar uma queda, como escadas, vãos e desníveis.

– Se puder, instale barras de apoio, sobretudo em corredores longos e na casa de banho.

– Mantenha uma boa iluminação em toda a casa.

Leia também o nosso artigo sobre esta temática.

 

  • Prevenir intoxicações – dependendo da fase da doença, poderá ser importante retirar todos os medicamentos do alcance da pessoa com demência para evitar intoxicações farmacológicas. Lembre-se também de não deixar produtos de limpeza, como lixívia, ou outros, como insecticidas, ao alcance da pessoa.

 

  • Prevenir queimaduras – programe o esquentador ou eletro-acumulador para uma temperatura mais amena de modo a evitar queimaduras (caso a pessoa com demência abra as torneiras de água quente). Durante as refeições, não ofereça os alimentos muito quentes.

 

  • Prevenir ferimentos – dependendo da fase da doença, poderá ser importante retirar as ferramentas de corte, como tesouras e facas afiadas do alcance da pessoa com demência.

 

Revisão Clínica: Inês Tello

Ler Mais

Quando o acto de conduzir se torna perigoso

Algumas estratégias que pode adoptar para ajudar o seu familiar:

  • Abordar a eventual necessidade de abandonar a condução numa fase precoce da doença – Para que, quando esse momento chegar, seja menos inesperado
  • Torne-se um aliado do seu familiar contra a doença – Para que este perceba que a responsabilidade de ter que deixar de conduzir é da doença e não sua
  • Peça ajuda a uma pessoa externa ao núcleo familiar – Em muitos casos, o médico pode impor esta mudança
  • Valorize a decisão difícil de deixar de conduzir – Todas as pessoas que rodeiam o seu familiar estão cientes de que é uma decisão difícil mas preventiva e necessária – reforce isto várias vezes
  • Em alguns casos pode ser necessário diminuir a tentação – Não deixe as chaves à vista do seu familiar
  • Procure compensar o vazio que pode resultar do abandono da condução – Encoraje a deslocação a pé (no caso de não haver comprometimento motor significativo e sempre devidamente acompanhado); distribua boleias pelos membros familiares; procure profissionais habilitados a conduzir e aptos para acompanhar o seu familiar nas suas tarefas diárias

A aceitação e adaptação face ao abandono da condução pode ser mais ou menos complexa dependendo da condição clínica do doente e do suporte familiar. Aconselhe-se junto dos nossos profissionais para que todo este processo seja mais tranquilo.

Texto de Margarida Rebolo.

Ler Mais

Novo Estudo

A causa da Doença de Alzheimer ainda é desconhecida mas diferentes estudos científicos mostram um depósito anómalo de duas proteínas no cérebro: proteína beta-amiloide e proteína tau. Estes depósitos anómalos parecem estar relacionados com o aparecimento e progressão da doença mas o papel de cada uma das proteínas não está inteiramente esclarecido.

Um novo estudo comparou estes depósitos em 3500 cérebros doados de pessoas com doença de Alzheimer em diferentes fases de evolução. Os resultados indicaram que são os filamentos da proteína tau que parecem ser os responsáveis pelo declínio cognitivo. Estes resultados poderão levar ao desenvolvimento de terapias farmacológicas mais específicas e eficazes.

Para consultar o Estudo original:

Brain – A Journal of Neurology

MRI Brain scan

photo credit: Daisy Daisy/ Shutterstock

Ler Mais

O que é a Lesão Cerebral Adquirida?

A lesão cerebral adquirida é uma lesão no cérebro, provocada por causas externas (ex: traumatismos) ou internas (ex: AVC, tumores, infecções, anóxia ou falta de oxigénio no cérebro), que não é nem degenerativa nem congénita, com consequências relevantes a nível familiar, social e profissional.

Quais as consequências da Lesão Cerebral Adquirida?

As consequências da lesão cerebral adquirida podem ser temporárias ou permanentes, podendo afectar a pessoa de um ponto de vista:

  1. Cognitivo:
    • Atenção e concentração: dificuldade em manter-se atento na realização de uma tarefa, ou num pensamento, sendo fácil distrair-se;
    • Linguagem: dificuldades na compreensão do que é dito, ou na produção do discurso; possíveis dificuldades na leitura e na escrita e comunicação;
    • Percepção: dificuldade em organizar e compreender informação sensorial;
    • Memória: dificuldade em recordar-se de eventos passados e recentes;
    • Raciocínio lógico: dificuldade em utilizar o pensamento para resolver problemas
    • Funções executivas: dificuldade em organizar e planear as actividades, dificuldade em iniciar actividades.
  1. Emocional: depressão, alterações de humor; irritabilidade; ansiedade.
  1. Comportamental: impulsividade; agressividade; apatia; falta de iniciativa; paranoia.
  1. Físico: problemas de movimento; dificuldades na coordenação motora e equilíbrio; menor força física; lentidão nos movimentos corporais; cansaço, fadiga e perdas de energia; perda de sensações (sensibilidade ao toque, olfacto, visão); epilepsia pós-traumática

 

 

Ler Mais